<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811816829404226301</id><updated>2012-02-07T05:40:02.773-08:00</updated><category term='u'/><title type='text'>Introspecção...</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811816829404226301/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Ana Molina da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17237194097792270636</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-tb6XJKwJGzo/Tpz0I-_MfrI/AAAAAAAAAVQ/DYkefbUTP8o/s220/nova%2B%25282%2529.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>28</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811816829404226301.post-5666629449889593683</id><published>2012-01-06T11:52:00.000-08:00</published><updated>2012-01-29T18:35:23.132-08:00</updated><title type='text'>Toda brincadeira tem hora pra acabar (Amanda Pinho e Ana Molina)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ZmaWn3INByY/TwdQqlETzNI/AAAAAAAAAXg/9L63UQ_2o3I/s1600/silencio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-ZmaWn3INByY/TwdQqlETzNI/AAAAAAAAAXg/9L63UQ_2o3I/s320/silencio.jpg" width="231" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Bullying é um conjunto de atitudes agressivas,intencionais e repetitivas, ocorrendo sem uma motivação evidente, praticado porum aluno ou um grupo, contra um aluno ou vários, causando dor, sofrimento eangústia. Esses atos compreendem insultos, intimidações, apelidos cruéis, alémde danos físicos, morais e materiais (Fante, 2005), com o objetivo de humilhar,expor ao ridículo, acusar, excluir e prejudicar (Middelton-Moz &amp;amp; Zawadski,2007). Alguns autores dividem esse tipo de violência em três categorias: aintencionalidade do ato, a prolongação no tempo e o desequilíbrio de poderfísico, psicológico ou social entre os envolvidos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Hoje essa prática de intimação já évista por especialistas em violência como uma das formas de abuso que maiscresce no mundo, pois pode acontecer em qualquer contexto social, como escolas,universidades, famílias, entre vizinhos e em locais de trabalho. O motivo peloqual o Bullying está restrito ao ambiente escolar, como afirma Cleo Fante, é ofato de que a escola é um contexto fechado em que ações violentas poderiam serfacilmente percebidas, prevenidas e controladas (Revista Psique, 2010).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; As práticas de Bullying não sãoatuais, como demonstram os estudos do professor da Universidade de Bergen(Noruega), Dan Olweus, iniciados em 1980. A pesquisa realizada em 1989 com 84mil estudantes, 300 a 400 professores e 1000 pais indicou que 1 em cada 7alunos estava envolvido, de alguma forma, nessa violência. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Estatísticas realizadas pelo IBGE emmarço de 2010, com 6780 escolas públicas e privadas, envolvendo alunos do 9ºano do Ensino Fundamental, apontam Brasília como a capital do Bullying. Segundoo estudo, 35,6% dos estudantes entrevistados disseram ser vítimas de agressãoescolar. Belo Horizonte esteve em segundo lugar, com 35,3% e Curitiba, emterceiro, com 35,2%. Essa pesquisa também aponta que a prática esteve maisfrequente em escolas particulares (35,9%) do que em escolas públicas (29,5%),além de demonstrar que esse tipo de violência ocorre com mais frequência entreos estudantes do sexo masculino (32,6%). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Mas quem é o verdadeiro responsávelpor esse fenômeno? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A família e a escola, como agentesprimários de socialização (Ferreira, 1997), têm função importantíssima naconstrução dos conceitos que envolvem boa convivência entre pares,responsabilidades e deveres, assim como o fortalecimento de valores morais eéticos, como o respeito mútuo, a empatia, a compreensão e a solidariedade, nãosomente entre os membros da família e alunos, mas entre cidadãos que compõemuma sociedade ampla. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Tendo a família como a base deformação do ser, uma vez que dentro dela é possível aprender leis de convívioperpassadas pelas gerações, valores e responsabilidades, questionamentos e reflexões,remete-se à Teoria da Aprendizagem Social (Bandura, 1973), acerca da facilidadeencontrada pela criança em aprender condutas e comportamentos tendo como baseas atitudes observadas dentro da própria família, principalmente entre asfiguras maternas e paternas. A partir dessa teoria também é possívelcompreender os motivos pelos quais várias crianças se comportam de formaagressiva em contextos externos à convivência familiar, principalmente naescola. Vários pesquisadores têm encontrado uma íntima relação entre violênciadoméstica, no âmbito psicológico, físico e moral, e condutas agressivas emcrianças na escola, participando como agressoras ou alvos/autoras de agressão(Pepler, Catallo &amp;amp; Moore, 2000). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Por outro lado, as instituições deensino possuem uma carência de capacitação e instrumentos apropriados paralidar com o fenômeno, adotando frequentemente procedimentos tradicionais deculpabilização do aluno (suspensão) e da família (conversa com os pais),medidas insuficientes de abordagem do fenômeno, pois não só projetam aresponsabilização das condutas do lado de fora da escola, como auxiliam arecorrência da violência, já que há um desinteresse pelas necessidades eproblemas dos alunos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;A coerção cria um climaemocional em sala que pode gerar hostilidade, ressentimento, passividade esentimentos de inferioridade, que dificultam ainda mais o trabalho pedagógico(Furlani, 2003), o professor se volta aos alunos indisciplinados, promovendo apunição pelos comportamentos indesejáveis, mas não favorece o desempenhoadequado do aluno. Diante dessa situação, algumas respostas podem ser obervadaspor parte dos alunos, entre elas a revolta, como uma reação contra oautoritarismo da escola, manifestando comportamentos que vão desde aindisciplina até a “delinquência” (Novais, 2004).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O envolvimento em fenômenos deviolência gera efeitos a longo prazo bastante prejudiciais, não só para quem évítima, como para quem comete ou presencia atos de agressão. É possívelobservar o aparecimento de Transtornos de Ansiedade (Fobia Social, TranstornoObsessivo Compulsivo, Transtorno do Pânico), que geram extremo prejuízofuncional, ocupacional e social ao indivíduo, podendo persistir por um longoperíodo da vida acarretando necessidades de acompanhamento psicológico. Alémdisso, é possível identicar outros sintomas como sentimentos negativos, baixaauto-estima, agressividade, dificuldades de concentração, mudanças súbitas dehumor, isolamento, insônia, automutilação, estresse e tentativas de suicídio. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Não há padrões, nem soluçõessimples. A violência pode ser percebida como um sintoma representativo de quehá algo mais grave ocorrendo, demandando maior atenção e compreensão. Essefenômeno, presente no âmbito individual ou coletivo, pode gerar consequênciassocialmente abrangentes, que podem ocasionar em novas atitudes agressivas eportanto caracterizam um efeito cíclico. É necessário integrar todas asinstâncias envolvidas, como a escola, a família e os alunos, gerarconscientização e promover um sentimento de pertencimento à sociedade, a partirde incentivos, discussões, oficinas e projetos que visam desenvolver valores econdutas mais solidárias, compreensivas, colaborativas e humanas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811816829404226301-5666629449889593683?l=pensamentosmolinergicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/feeds/5666629449889593683/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/2012/01/toda-brincadeira-tem-hora-pra-acabar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811816829404226301/posts/default/5666629449889593683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811816829404226301/posts/default/5666629449889593683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/2012/01/toda-brincadeira-tem-hora-pra-acabar.html' title='Toda brincadeira tem hora pra acabar (Amanda Pinho e Ana Molina)'/><author><name>Ana Molina da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17237194097792270636</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-tb6XJKwJGzo/Tpz0I-_MfrI/AAAAAAAAAVQ/DYkefbUTP8o/s220/nova%2B%25282%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-ZmaWn3INByY/TwdQqlETzNI/AAAAAAAAAXg/9L63UQ_2o3I/s72-c/silencio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811816829404226301.post-6184499128945686640</id><published>2011-12-27T20:12:00.000-08:00</published><updated>2012-01-29T18:34:32.867-08:00</updated><title type='text'>O mal que habita em todos nós: reflexão sobre a psicopatia •  The evil that dwells in us: reflecting on the psychopathy</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-OIbKpfLYIRU/TvqU7obCimI/AAAAAAAAAXY/zn2HoJiSWA4/s1600/escurid%25C3%25A3o.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-OIbKpfLYIRU/TvqU7obCimI/AAAAAAAAAXY/zn2HoJiSWA4/s1600/escurid%25C3%25A3o.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;Quantas vezes não nos deparamos com notícias escandalosas sobre crimes brutais cometidos das mais variadas maneiras, contra as mais variadas pessoas? Crimes que geram desconforto nacional e internacional, que abrem discussões em diversas esferas, magoam muita gente, impressionam, chocam, causam repúdio, julgamentos, movimentos de luta, perdas de sono...Surgem perguntas perturbadoras que não possuem respostas imediatas, como por que aquela pessoa foi capaz de fazer tal atrocidade, o que a levou a fazer isso, por que aquela vítima sofreu e qual a melhor vingança a ser feita.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por outro lado, longe de um acontecimento que choca uma nação inteira, estão movimentos de divulgação da violência de uma maneira massiva, manifestados por veículos de comum acesso, perpassando nossos cotidianos sem ao menos termos noção e reflexão sobre eles. Querendo ou não, é através desses veículos que formamos opiniões, adquirimos uma parte de nossos conhecimentos, fundamos valores e aprendemos com experiências alheias. É também a partir deles que organizamos pensamentos hostis todas as vezes em que vemos notícias como as mencionadas anteriormente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ser humano é movido por violência. Ela está dentro de nós e é assim que ela é manifestada. Seja sentindo prazer ao assistir lutas pela televisão, ou ao praticá-las na vida real, seja indo ao cinema assistir sequências de filmes sangrentos, seja acompanhando o julgamento de uma pessoa que aparentemente merece todo o mal do mundo por ter feito mal a outra pessoa. De uma maneira ou de outra, aprendemos a ser assertivos desde pequenos, convivemos com várias fontes de agressão e violência, nos mais variados graus, e de certa forma somos capazes até de termos diversão a partir dela. Há até como falarmos da violência como uma característica inata, temos a capacidade de usá-la para nos defendermos, para defendermos um filho ou um familiar, observamos sua presença em comportamentos de outras espécies, ela está presente no nosso cotidiano, em nossas ações e em nossos pensamentos, de um jeito ou de outro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A partir disso, é possível também se pensar acerca das capacidades que cada indivíduo possui de controlar sua própria violência, além do que essa violência significa para cada um, como ela se desenvolveu e em que esteve envolvida ao longo das experiências. Cada um de nós possui uma formação de personalidade e tendências desde o nascimento, nossos laços familiares, nossas convivências e aprendizados, nossas impressões e experiências boas e ruins, significações que fazemos acerca de nós mesmos e dos outros, formações de identidade, identificações, todos esses processos estão envolvidos intimamente com a forma como construímos esse conceito em nossa mente. Há crianças que vivenciam os mais variados tratamentos, desde a negligência e a violência explícita, física, emocional e sexual, até a superproteção e o fornecimento de um senso de onipotência. Se tudo isso acontece e favorece a formação de um ser em crescimento, além de basear significações que acompanham cada passo ao longo da vida, é plausível se imaginar que vários indivíduos possuem universos de experiências, sensações e sentimentos que organizarão todas as suas condutas dali para frente e isso pode estar completamente ligado ao controle emocional e à ação violenta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao se falar em Psicopatia ou Transtorno de Personalidade Antissocial, há várias referências teóricas que trazem respostas prontas e fechadas sobre o tema. As mais utilizadas no meio médico e psicológico estão caracterizadas em manuais diagnósticos que possuem pouquíssima informação detalhada sobre cada sintoma procurado, o que faz com que a lista de critérios diagnósticos possam ser facilmente encaixados em vários indivíduos, trazendo vieses e banalizações, além limitações para o campo profissional. Exemplos de profissionais da saúde que seguem fielmente esses manuais há aos montes, que publicam livros sensacionalistas, dedicando páginas e mais páginas a um detalhamento de traços negativos e pesados sobre pessoas que portam tais transtornos. Esses meios de informação também colaboram para as reações tipicamente hostis que percebemos socialmente, cada vez que um caso ou acontecimento do gênero é divulgado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por trás de uma pessoa que comete um crime, está uma subjetividade gigantesca, composta por diversos eventos passados que colaboraram para a formação de seu caráter. Por mais que nós, psicólogos, precisemos usar as convenções estatísticas para Transtornos Mentais e de Personalidade para guiarmos nossas ações profissionais no trato desses fenômenos, há uma realidade complexa vital em cada um desses casos que impede que se faça uma separação desses indivíduos em relação aos outros e desabilita a possibilidade de se descrever seus atos e sua moral com parágrafos que acabam por denegrir suas reputações, como se pudéssemos reduzir todo um ser e uma vida a uma figura animalesca, imperfeita, monstra e fria, capaz de causar o mal para o próximo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao longo desse semestre precisei desenvolver leituras e estudos acerca do tema e precisei fazer uma vasta e longa avaliação de personalidade de um paciente de um grupo de atendimento do qual faço parte na minha universidade, para finalizar uma parte do meu curso e poder finalmente ter meu título de Bacharel. É impressionante encontrar que por trás de um rótulo que facilmente existiria em qualquer outro local de atendimento, há uma configuração mental tão específica e tão complexa, que só as ferramentas que tive a oportunidade de utilizar possibilitariam essa descoberta (Método de Rorschach). Uma entrevista diagnóstica crua, que busca os sintomas ridiculamente traçados nos manuais diagnósticos ignora a subjetividade de cada &amp;nbsp;sinal demonstrado pelo indivíduo e automaticamente negligencia o que realmente importa. A avaliação da dinâmica do indivíduo, por outro lado, compreende toda a sua estrutura, suas tendências, suas potenciais emoções vividas, pontos de recursos e demandas, traços patológicos ou não.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa pessoa avaliada traz consigo um histórico de extremo sofrimento e dor, com uma vivência confusa de suas emoções e um evidente significado em torno das relações interpessoais e emoções que foi adquirido ao longo de suas próprias experiências. O que mais se poderia esperar de uma pessoa que provavelmente vivenciou alguma violência extrema quando mais nova, não teve a oportunidade de resignificá-la e possivelmente continuou imersa em um contexto que favoreceu a formação de um conceito um tanto distorcido acerca da verdadeira maneira de se aproximar de outra pessoa, de como manter relações pacíficas e de como controlar as emoções? Nessa configuração, é totalmente plausível se esperar que haja reações violentas e destrutíveis, pois essa foi a linguagem adquirida ainda em tenra idade e há um sofrimento muito intenso envolvido, que marca fortemente e definitivamente a existência daquela pessoa, influenciando sua auto-imagem ao longo de sua vida.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O objetivo aqui não é manifestar opiniões favoráveis às atitudes violentas e criminosas que vemos frequentemente na mídia. Sabemos das obrigações de cada cidadão e sabemos que temos leis a cumprir e valores morais e manter e passar de geração para geração. Para toda ação maléfica que vai de encontro com a lei deve existir uma contrapartida justa, uma punição adequada e uma reestruturação e recuperação do ser que errou. Mas é preciso questionar e ir mais além. Por trás daquele monstro que friamente violentou uma mulher, existe um ser humano que está em intenso sofrimento e precisa de atenção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Afinal de contas, ao sermos notificados de crimes cruéis como esses, damos o direito a nós mesmos de pensarmos de forma agressiva e de querermos uma vingança imediata. É comum ver movimentos de todas as partes, com julgamentos, xingamentos, motivações destrutivas diversas. Estamos pensando e agindo como a pessoa que cometeu o crime e nem ao menos estamos vendo. Não porque também somos monstros e porque somos insensíveis para percebermos isso. Mas porque também somos seres humanos, que legitimamente ou ilegitimamente podemos manifestar problemas com nossas tolerâncias e emoções.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É possível encontrarmos as respostas para aquelas várias perguntas se olharmos para dentro de nós mesmos e percebermos que somos todos muito parecidos, cada um em sua especificidade e riqueza interna.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811816829404226301-6184499128945686640?l=pensamentosmolinergicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/feeds/6184499128945686640/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/2011/12/o-mal-que-habita-em-todos-nos-reflexao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811816829404226301/posts/default/6184499128945686640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811816829404226301/posts/default/6184499128945686640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/2011/12/o-mal-que-habita-em-todos-nos-reflexao.html' title='O mal que habita em todos nós: reflexão sobre a psicopatia •  The evil that dwells in us: reflecting on the psychopathy'/><author><name>Ana Molina da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17237194097792270636</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-tb6XJKwJGzo/Tpz0I-_MfrI/AAAAAAAAAVQ/DYkefbUTP8o/s220/nova%2B%25282%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-OIbKpfLYIRU/TvqU7obCimI/AAAAAAAAAXY/zn2HoJiSWA4/s72-c/escurid%25C3%25A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811816829404226301.post-1320006478414783736</id><published>2011-10-28T07:39:00.001-07:00</published><updated>2012-01-29T18:20:34.945-08:00</updated><title type='text'>Piaget e Consciência Moral: por que estamos nos violentando? •  Piaget and Moral Conscience: why are we violating ourselves?</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-zCn_Z-bDsbE/Tqq-tMS33vI/AAAAAAAAAWg/GmSC3McScRY/s1600/consciencia.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-zCn_Z-bDsbE/Tqq-tMS33vI/AAAAAAAAAWg/GmSC3McScRY/s1600/consciencia.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Para Piaget (1932), as regras moraisse transmitem de geração para geração e se mantêm graças ao respeito que osindivíduos mantêm por ela, ou seja, a criança dificilmente desenvolverá umaconsciência autônoma, ela terá o apoio e aprendizado de personalidadessuperiores. Esses deveres se tornam obrigatórios porque emanaram de indivíduosrespeitados, não por causa de seus conteúdos específicos.&amp;nbsp; Piaget separou as interações sociais em doistipos: a coação social se caracteriza por uma relação entre dois ou maisindivíduos, em que se haja um elemento de autoridade ou prestígio. A cooperaçãosocial se caracteriza por uma relação entre dois ou mais indivíduos, queacreditam serem similares, ou seja,&amp;nbsp; nãohá elementos de autoridade entre eles, são relações entre pares. O respeitounilateral é a primeira forma de respeito que surge no desenvolvimento do serhumano, e se constitui nas relações de coação social, como relaçoes estabelecidasentre crianças e seus pais, ou com outros adultos significativos para elas. Acriança atribui um grande valor às normas, opiniões e valores desses adultos,imitando-os e adotando-os (Piaget, 1941).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;É a partir do respeito unilateral que outrasformas de respeito são possíveis, como o respeito mútuo, quando os indivíduosse atribuem reciprocamente valores equivalentes, como podem ser vistos emrelações sociais cooperativas, momento em que o indivíduo percebe o potencialpara mutação das regras e percebe que ele mesmo pode construír seus valores,dando início à Autonomia Moral. O indivíduo se torna capaz de refletir sobre ashipóteses e de estabelecer ideais de igualdade, justiça, solidariedade eliberdade, que poderão permear a consciência para suas ações. É a partir dorespeito mútuo entre personalidades autônomas que seria possível a diversidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; No estudo feito por Larissa Machadode Souza Barroso (2000), que caracterizou sua dissertação de mestrado, e temcomo título: &lt;i&gt;As ideias das crianças e dosadolescentes sobre seus direitos: um estudo evolutivo à luz da teriaPiagetiana, &lt;/i&gt;é possível se estabelecerem relações entre seus achados e ateoria de Piaget sobre a Consciência Moral, além de ser possível analisar,também relacionalmente, alguns conceitos fundamentais propostos por ele. Em seutrabalho, Barroso (2000) analisou como crianças e adolescentes de variadasidades interpretavam situações diversas que questionam os Direitos Humanos equais soluções eram propostas por eles. Observou-se que crianças muito pequenasutilizavam-se de situações muito concretas, presentes em seu cotidiano, parajustificar seus motivos para interpretar as situações como erradas, além deproporem como solução estratégias muito situacionais e imediatas, nãoconseguindo perceber as consequências, também prejudiciais, que suas soluçõespoderiam gerar. Como por exemplo, em uma situação de maus tratos exposta,crianças muito novas conseguiam conceber como uma situação muito possível deocorrer, inclusive relatando experiências próprias vivenciadas, e davam comosolução estratégias como “fugir de casa” ou “conversar com a mãe” ou com avizinha que escutava o choro da criança ao ser violentada pelo pai. Crianças deidade mais avançada, por outro lado, tinham uma maior capacidade argumentativa,relatavam experiências próprias e outras vistas em meios de comunicação parajustificarem suas análises e conseguiram propor estratégias mais conscientes eabrangentes de solução. Ou seja, foi possível perceber uma maior capacidade denotar que as situações caracterizavam um descumprimento de deveres, ouobrigações,&amp;nbsp; o que poderia ser teorizadopor Piaget como o início de uma Autonomia Moral. Existe a capacidade deperceber como atitudes erradas, que vão contra alguma regra, propondo soluçõesque fogem do imediatamente perceptível, como as crianças mais novas. Já para osadolescentes, um terceiro nível de compreensão das situações, a idéia dedireito está mais bem consolidada, separando direitos de deveres e apontandoformas mais eficazes de defesa aos casos de violação, são capazes de observaremas necessidades coletivas, ao invés da meramente individual, além dequestionarem ideais estabelecidos, como os de justiça, igualdade, respeito,etc., caracterizando o que Piaget chamaria de uma Consicência Moral bemconsolidada. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Tendo em vista o conceito deadaptação proposto por Piaget, em que no processo de assimilação, o indivíduose utiliza dos recursos internos já existentes para o retorno ao equilíbrio, épossível se pensar que as crianças mais novas, analisadas por Barroso (2000),além de não terem uma Consciência Moral muito bem consolidada, possuem ainda umrepertório pequeno de recursos e estruturas mentais para lidar com novassituações, como as propostas pelo estudo feito. É a partir disso que criançaspequenas, situadas na fase sensório-motor, podem entrar no processo deacomodação, com a consolidação de novas estratégias e mecanismos deenfrentamento e, consequentemente, retornarem ao equilíbrio. Já as criançascitadas como mais capazes de analisar a situação de forma mais geral, tendoconsciência dos deveres e conseguindo apontar como soluções, estratégias menosfocadas na resolução imediata e concreta, pode-se dizer que se situam na fasedas operações concretas, com um crescente incremento do pensamento lógico, comassimilação menos egocêntrica e mais realista, caracterizada por atitudes maiscríticas. O terceiro nível, comporto por adolescentes, compreende a fase dasoperações formais, momento em que é possível formar esquemas conceituais maisabstratos, pautados em ideais de amor, justiça, democracia, etc, e realizaroperações mentais formalmente mais lógicas. É possível questionar sistemassociais e propor novos códigos de conduta (Rappaport, 1981).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Se o Bullying envolve atos, palavrasou comportamentos prejudiciais, intencionais e repetitivos direcionados a umapessoa, causados por uma ou mais pessoas, com o objetivo de humilhar, expor aoridículo, acusar, excluir e prejudicar (Middelton-Moz &amp;amp; Zawadski, 2007), épossível se concluir que todos esses comportamentos caracterizam umdescumprimento aos Direitos Humanos, um corte ao respeito mútuo e uma máconsolidação da Consciência Moral. Se essa forma de intimidação está presenteem condutas nas mais variadas faixas etárias e pode ser vista também em outroscontextos que não somente o escolar, pergunta-se: o que acontece no processo deaquisição da Autonomia Moral, envolvendo todas as fases de assimilação e oconsequente posicionamento em etapas piagetianas, para que a sensibilidade aesses ideias e valores esteja prejudicado? Se o indivíduo adquire suainteligência e suas capacidades ao longo de uma vasta interação social(Rappaport, 1981), e, além disso, desenvolve outras formas de respeito a partirdo respeito unilateral em relações sociais de coação (com os pais ou adultossignificativos), em que tipo de relações esse mesmo indivíduo está inserido aolongo de seu desenvolvimento, que não estão formando ideais mais fortes,abrindo possibilidades para comportamentos agressivos e violentos, que desrespeitamos direitos do próximo? Se o Bullying escolar envolve crianças ainda na fasedas operações concretas e que portanto, ainda podem passar por etapas de novasassimilações, é possível se pensar que uma intervenção eficaz pode trazer novassignificações e soluções para essas crianças, formando novos valores ecompreendendo melhor as noções de direitos e deveres, inclusive de respeitomútuo. E se o Bullying escolar envolve adolescentes que potencialmente sesituam na fase das operações formais? Como é possível provocar modificações navisão crítica e em códigos de conduta já estabelecidos, para que atitudesagressivas e violentas não voltem a ocorrer?&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811816829404226301-1320006478414783736?l=pensamentosmolinergicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/feeds/1320006478414783736/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/2011/10/piaget-e-consciencia-moral-por-que.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811816829404226301/posts/default/1320006478414783736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811816829404226301/posts/default/1320006478414783736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/2011/10/piaget-e-consciencia-moral-por-que.html' title='Piaget e Consciência Moral: por que estamos nos violentando? •  Piaget and Moral Conscience: why are we violating ourselves?'/><author><name>Ana Molina da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17237194097792270636</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-tb6XJKwJGzo/Tpz0I-_MfrI/AAAAAAAAAVQ/DYkefbUTP8o/s220/nova%2B%25282%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-zCn_Z-bDsbE/Tqq-tMS33vI/AAAAAAAAAWg/GmSC3McScRY/s72-c/consciencia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811816829404226301.post-8650098545070004577</id><published>2011-10-05T22:51:00.000-07:00</published><updated>2012-01-29T18:38:14.853-08:00</updated><title type='text'>Uma abordagem centrada no aluno, estratégia para prevenção da violência escolar- análise e reflexão da teoria de Carl R. Rogers. •  The student-centered learning, a strategy to prevent Bullying.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Xe0WmiJFs_M/To1BbpZeKnI/AAAAAAAAAVI/Pn-XL_uHNXA/s1600/tornarsepessoa.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-Xe0WmiJFs_M/To1BbpZeKnI/AAAAAAAAAVI/Pn-XL_uHNXA/s320/tornarsepessoa.jpg" width="226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 200%; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O presente artigo tem por objetivoanalisar a obra de Carl R. Rogers intitulada “Tornar-se pessoa”, promovendoreflexões e levantando estratégias a um ensino voltado para a liberdade doaluno, focada em sua experiência e aberta ao questionamento pessoal. Umamaneira a permitir o crescimento efetivo, individual e em grupo, promovendo aconsciência e compreensão mútuas e prevenindo a soberania da violência ecompetição.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Rogers inicia sua obra expondoexperiências pessoais que o levaram a teorizar e colocar em prática sua visãode processo terapêutico ideal e, posteriormente, construiu associações com ocontexto escolar, transpondo a terapia focada no cliente ao ensino focado noaluno e, felizmente, observou os mesmos excelentes e duradouros resultados. Antesde tudo, a teoria rogeriana se pauta no objetivo de dar liberdade ao cliente ouao aluno de se expressar conforme sua própria consciência de sofrimento e/oudemanda, constituindo em uma técnica que não visa somente a exposição ativa deum “detentor do saber” a um aluno/cliente que se posiciona passivamente eabsorve tudo o que lhe é imposto. Ao contrário, a técnica diz respeito a abrirum espaço para que seja comunicado pelo aluno ou cliente o assunto a serconversado e consequentemente a direção do movimento, tanto no processoterapêutico, quanto no processo de ensino. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A partir dessa perspectiva, também épossível se pensar na enorme contribuição que o olhar compreensivo possui sobreas interações interpessoais. A postura de um professor diante do aluno,caracterizada por uma compreensão e escuta paciente de suas demandas eexperiências possibilita que o aluno se sinta reconhecido e acolhido da melhormaneira e, sentindo-se compreendido, é possível que se modifique. Quanto maisum indivíduo é reconhecido, maior a tendência de abandonar as falsas defesasque criou para enfrentar a vida e maior sua tendência a mover para frente. Essanecessidade de se defender por vezes pode ser caracterizada por comportamentosreativos, agressivos, antissociais e prejudiciais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Relações pautadas na compreensão e aceitaçãoda subjetividade do outro também podem ser observadas em situações familiares.Atitudes dos pais para com os filhos denominadas “atitudes de aceitaçãodemocrática”, caracterizam-se por relações de igual para igual, realizadas apartir do afeto, e demonstram resultar em desenvolvimento intelectual aceleradopor parte dos filhos, além de maior originalidade, maior segurança e controleemocional. Por outro lado, quando os pais adotam “atitudes de rejeição ativa”,surgem resultados como leves retardamentos do desenvolvimento intelectual dascrianças, utilização pobre de suas capacidades, instabilidade emocional ecomportamentos de rebeldia, agressividade e agitação. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Tendo em vista os inúmeros efeitoscolaterais comportamentais que uma relação baseada na autoridade pode promover,é importante analisar as estratégias apontadas por Rogers como saídas para umarelação de ajuda. Entre elas, ele detalha sobre a importância de se apresentarcomo verdadeiramente é, para construção de vínculos baseados na confiança.Quando se demonstra e expõe verdadeiramente o que se é, o terapeuta, pai ouprofessor se posiciona por inteiro e proporciona a confiança. Outra saída dizrespeito à já citada importância de se estabelecer uma relação demonstrada noreconhecimento de quem o outro é e do que já viveu e traz consigo, pois assimdemonstram-se sentimentos positivos e ao mesmo tempo fortalece-se a confiança.Assim também é possível se demonstrar à pessoa que não há um juízo de valornessa relação, o que permitirá que ela mesma perceba que o julgamento residedentro de si mesma. Por último, mas não menos importante, Rogers detalha aimportância de se ter em mente que não é produtivo perceber o cliente/paciente/filhocomo um indivíduo rígido e fechado em um conceito pré-determinado, no sentidode que é preciso pensar nas potencialidades e na possibilidade de que suascondições atuais sejam mutáveis e passíveis de transformações.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A aprendizagem significativa, comofruto da terapia focada no cliente e no ensino focado no aluno, para Rogers, éaquela que provoca uma modificação, seja no comportamento do indivíduo, naorientação da ação futura que escolhe ou nas suas atitudes e na suapersonalidade. É possível se observar aprendizagens como percepções diferentessobre si mesmo, aceitação de sentimentos, aumento da auto-confiança eautonomia, flexibilidade e diminuição da rigidez nas percepções, adoção deobjetivos mais realistas, comportamentos mais maduros, modificação decomportamentos mal adaptados e maior aceitação dos outros. Estudantes que estãoem maior contato com os problemas da vida procuram aprender, desejam crescer edescobrir, esperam dominar e querem criar. Todas essas aprendizagens e mudançaspuderam ser relatadas por um caso exposto na obra “Tornar-se pessoa” em queSamuel Tenenbraum pôde detalhar sua experiência primeiramente como aluno deRogers, a experimentar de perto a teoria e técnica humanista e, posteriormente,demonstrando sua eficiência em suas próprias práticas como professor em sala deaula. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Por fim, Rogers fala sobre osresultados da terapia focada no cliente para a vivência intrafamiliar. Entreeles, está o aumento da compreensão sobre si mesmo e o consequente aumento dacompreensão do próximo, em suas características e individualidades. Ao mesmotempo, quando o indivíduo se torna capaz de entender seus próprios sofrimentos,toda a angústica, raiva e agressividade perde seu poder explosivo e é possívelquestioná-los e ressignificá-los, inclusive em relações que os provocam. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Tendo em vista a violência e aagressividade recentemente vivenciadas dentro do contexto escolar e buscandouma estratégia que facilite a prevenção e desestruturação disso, a teoriarogeriana demonstra que ter o olhar voltado para o indivíduo e suasexperiências, de maneira compreensiva e aberta para as mudanças graduais eduradouras, tende a trazer bons resultados que podem se refletir em outroscontextos e possibilitarem novas vivências e novas decisões para o futuro. Sehá um espaço aberto para que o aluno converse sobre suas angústias, muitasvezes vivenciada fora da escola, mas trazidas para suas relações escolares, eeste aluno percebe estar sendo acolhido com compreensão e empatia, ele mesmopoderá encontrar os caminhos para sua modificação, buscando novas estratégias,tornando menos rígidas suas percepções e podendo, inclusive, refletir essasmudanças no contexto familiar. Escolas que adotem a filosofia humanista podemcontar com um método mais aberto às subjetividades de cada aluno e, em suas dinâmicasem sala de aula, podem promover maior aceitação mútua às individualidades decada aluno, construindo conceitos que vão desde o respeito ao próximo, passandopela compreensão da demanda de cada um e chegando à motivação de ajudar o outroem seu próprio conhecimento. Diferente de uma educação pautada nas relaçõeshierárquicas e autoritárias, o ensino focado no aluno, de base puramentehumanista, parece abrir portas para uma estruturação do ser de forma maisconsciente e pacífica, gerando indivíduos que, desde cedo, percebem o próximocomo um outro com próprias demandas e especificidades, exercitando a tolerânciae a empatia e, ao mesmo tempo, prevenindo situações de violência e exclusão. &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811816829404226301-8650098545070004577?l=pensamentosmolinergicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/feeds/8650098545070004577/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/2011/10/uma-abordagem-centrada-no-aluno.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811816829404226301/posts/default/8650098545070004577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811816829404226301/posts/default/8650098545070004577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/2011/10/uma-abordagem-centrada-no-aluno.html' title='Uma abordagem centrada no aluno, estratégia para prevenção da violência escolar- análise e reflexão da teoria de Carl R. Rogers. •  The student-centered learning, a strategy to prevent Bullying.'/><author><name>Ana Molina da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17237194097792270636</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-tb6XJKwJGzo/Tpz0I-_MfrI/AAAAAAAAAVQ/DYkefbUTP8o/s220/nova%2B%25282%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Xe0WmiJFs_M/To1BbpZeKnI/AAAAAAAAAVI/Pn-XL_uHNXA/s72-c/tornarsepessoa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811816829404226301.post-4493259826942540729</id><published>2011-09-22T10:39:00.000-07:00</published><updated>2012-01-29T17:36:57.285-08:00</updated><title type='text'>Os efeitos da estratégia educacional autoritária sobre os comportamentos de crianças e adolescentes e a possibilidade de ocorrência do Bullying- Uma reflexão Behaviorista •  The effects of an authoritarian educational strategy on the behaviors of children and adolescents: a possibility of Bullying</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Q-6ROB4kZqM/TntyrhjPsVI/AAAAAAAAAVE/GdUlKyOPm8E/s1600/autoritarismo.jpeg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-Q-6ROB4kZqM/TntyrhjPsVI/AAAAAAAAAVE/GdUlKyOPm8E/s1600/autoritarismo.jpeg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;O pressuposto da teoria de Skinner éexplicar o comportamento humano como resultado da influência de estímulospresentes no meio. A compreensão acerca da forma como esses estímulos agemsobre os comportamentos é importante, pois assim se torna possível fazermodificações nos estímulos, provocando mudanças comportamentais desejáveis. Ocomportamento opera sobre o meio e por ele é reforçado ou punido. A frequênciado comportamento depende dos estímulos que o seguem e também de seus potenciaisreforçadores ou aversivos à pessoa que os elicia. Um estímulo reforçador, porexemplo, age diretamente sobre o comportamento, possibilitando uma novaocorrência e assim, aumentando sua frequência e probabilidade de eliciamento. Porexemplo, no contexto da escola, um aluno que estuda adequadamente para umaprova pode ser reforçado pela consequente boa nota na avaliação, aumentando aprobabilidade de que ele estude com qualidade mais vezes. Uma punição, por outrolado, age diretamente sobre um comportamento indesejável de forma aversiva,limitando-o e/ou cessando-o por completo. Por exemplo, um aluno que tem más condutasna escola pode ser punido pelo professor com algum castigo que sejasuficientemente aversivo e assim seus comportamentos poderiam ter suasfrequências diminuídas. O que se observa, no entanto, é que a punição possuialguns efeitos específicos: a) inibe temporariamente o comportamento, podendoperder seu potencial avesivo com o tempo; b) pode ter seus efeitos estendidos aoutros comportamentos vinculados ou próximos ao comportamento punido, comodiminuir a frequência com que um aluno conversa em sala de aula, mas diminuirtambém a frequência da fala do aluno, mesmo quando ela é desejada em outroscontextos; e c)pode exercer sua função apenas quando a contingência de puniçãoou o agente punidor estiverem próximos, por exemplo, quando a criança é punida porum professor por eliciar comportamentos indesejáveis e, na ausência desseprofessor (agente punidor), os mesmos comportamentos ressurgem&amp;nbsp; (Ries, 2001).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; No contexto escolar, a autoridadeestá intimamente ligada à (in)disciplina, ocorrendo porque o projeto pedagógicoprevê relações assimétricas de poder, no qual o docente exerce autoridade sobreo aluno (De La Taille, 1999). A maneira como o professor exerce sua autoridadeem sala, de forma autoritária ou liberal, é vital para o estabelecimento desituações de disciplina em sua turma (Araújo, 1999). No entanto, autoridade vemsendo tradicionalmente confundida com autoritarismo e o aluno se cala por temeras punições e ameaças do professor, enfraquecendo, progressivamente, a relaçãoprofessor aluno(Novais, 2004). Para Lobrot (1977), a autoridade se contrapõe àliberdade,visando se impor ao outro idéias, crenças e hábitos desejáveis. Issoseria possível a partir de estratégias repressivas, que envolvem a coerção,pelo direcionamento através de ameaças e recompensas. A autonomia de pensamentoe ação acaba sendo fruto da internalização de regras e deveres que sãovivenciadas diariamente no processo pedagógico, por intermédio da autoridadedocente (Davis &amp;amp;amp;Luna, 1991). Essa coerção cria um clima emocional em salaque pode gerar hostilidade, ressentimento, passividade e sentimentos deinferioridade, que dificultam ainda mais o trabalho pedagógico (Furlani, 2003),o professor se volta aos alunos indisciplinados, promovendo a punição peloscomportamentos indesejáveis, mas não favorece o desempenho adequado do aluno.Diante dessa situação, algumas respostas podem ser obervadas por parte dosalunos, entre elas a revolta, como uma reação contra o autoritarismo da escola,manifestando comportamentos que vão desde a indisciplina até a “delinquência”(Novais, 2004).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O controle comportamental do tipocoercitivo, para influenciar comportamentos, &amp;nbsp;é feito pelo uso de reforço negativo oupunição. Reforço negativo é uma estratégia de reforçamento que tem o objetivode aumentar um comportamento visado, retirando-se um estímulo aversivo para oindivíduo. Por exemplo, se a professora quer que o aluno faça silêncio e presteatenção na aula, pode tentar controlar seu comportamento oferecendo apossibilidade de ele não precisar fazer o dever de casa, que a priori teria umasignificação negativa para o aluno. A punição, positiva ou negativa, tem oobjetivo de diminuir a frequência de um comportamento, podendo retirar umestímulo agradável para o indivíduo (negativa) ou inserindo um estímuloaversivo (positiva) para o indivíduo (Sidman, 1995). Para Marinho (1999),crianças e adolescentes expostos ao controle de comportamento por meio dacoerção podem manifestar comportamentos antissociais, com característicasagressivas e rebeldes, além de défict em habilidades sociais, dificuldadesescolares, ressentimento e baixa habilidade para solucionar problemas. ParaSidman (1995), crianças e adolescentes educadas por meio da coerção tendem areproduzir esse padrão punitivo com outras pessoas e em outros contextos,especialmente quando se tornam adultos. Além disso, pessoas expostas aocontrole comportamental tendem a encontrar estratégias de evitação, como a fugae a esquiva, que não proporcionam aprendizado, apenas paralizam o sujeito, quepassa a desenvolver dificuldades de se expor a novas contingências, podendoretrair-se e manifestar dificuldade em relacionamento social (Namo &amp;amp;amp;Banaco, 1999).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Tendo em vista a definição deBullying proposta por Fante (2005), que o caracteriza como uma série de atitudesagressivas, intencionais e repetitivas, direcionadas a um aluno ou um grupo eproduzindo dor, sofrimento, angústia e retraimento social, e ainda, tendo emvista que esse contexto de intimidação ainda não possui apenas uma explicaçãoteórica para sua origem e ocorrência, questiona-se: seria possível que alunosque vivenciam frequentemente contingências punidoras como forma educativa, naescola e na família, estejam reproduzindo esses comportamentos em outroscontextos, como uma reação ao aprendizado baseado na coerção (Sidman, 1995)? Seo controle de comportamentos caracterizado pela coerção é responsável por altaocorrência de comportamentos reativos agressivos, violentos e antissociais(Marinho,1999), é possível traçar uma alta probabilidade de alunos agressoresterem vivenciado algum tipo de violência, doméstica ou escolar, caracterizadapelo uso de ameaça, controle e punição, como igualmente demonstra o estudo dePinheiro e Williams (2009). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Pais e professores precisam estarmais atentos aos efeitos de uma educação baseada no controle coercitivo, a fimde se evitar consequências e significações, por partes de crianças eadolescentes, que os levem a se comportar de maneira agressiva e violenta emoutros contextos, principalmente quando adultos, repassando essas condutas deforma transgeracional. Uma alternativa ao uso da punição seria a utilização doreforço, positivo e/ou negativo, em casa e na escola. Os esquemas reforçadorespromovem o aprendizado do indivíduo e a mudança do comportamento de uma maneirapacífica, não utilizando a linguagem da ameaça, o que possibilitaria ocrescimento individual e o conhecimento de si (Souza, 2009), sem estar expostoa medo e aversão, que podem ser causados pelo uso contínuo da punição, e semprecisarem utilizar estratégias de fuga e esquiva, que não proporcionam umaprendizado duradouro.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811816829404226301-4493259826942540729?l=pensamentosmolinergicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/feeds/4493259826942540729/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/2011/09/os-efeitos-da-estrategia-educacional.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811816829404226301/posts/default/4493259826942540729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811816829404226301/posts/default/4493259826942540729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/2011/09/os-efeitos-da-estrategia-educacional.html' title='Os efeitos da estratégia educacional autoritária sobre os comportamentos de crianças e adolescentes e a possibilidade de ocorrência do Bullying- Uma reflexão Behaviorista •  The effects of an authoritarian educational strategy on the behaviors of children and adolescents: a possibility of Bullying'/><author><name>Ana Molina da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17237194097792270636</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-tb6XJKwJGzo/Tpz0I-_MfrI/AAAAAAAAAVQ/DYkefbUTP8o/s220/nova%2B%25282%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Q-6ROB4kZqM/TntyrhjPsVI/AAAAAAAAAVE/GdUlKyOPm8E/s72-c/autoritarismo.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811816829404226301.post-4521550414425251555</id><published>2011-08-23T11:01:00.000-07:00</published><updated>2012-01-29T17:24:13.060-08:00</updated><title type='text'>Violência, Bullying, Família e Escola • Violence, Bullying, Family and School</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-atq_hhBwTa0/TlPqoyYVAdI/AAAAAAAAAVA/bhH5yLI0pQ0/s1600/intimidacao-verbal.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-atq_hhBwTa0/TlPqoyYVAdI/AAAAAAAAAVA/bhH5yLI0pQ0/s1600/intimidacao-verbal.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;A família e a escola, como agentes primários de socialização (Ferreira, 1997), têm função importantíssima na construção dos conceitos que envolvem boa convivência entre pares, responsabilidades e deveres, assim como o fortalecimento de valores morais e éticos, como o respeito mútuo, a empatia, a compreensão e a solidariedade, não somente entre os membros da família e alunos, mas entre cidadãos que compõem uma sociedade ampla&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Tendo a família como a base de formação do ser, é compreensível delegar a ela uma enorme responsabilidade de servir-se de exemplo para os filhos, uma vez que dentro dela é possível aprender leis de convívio perpassadas pelas gerações, valores e responsabilidades, questionamentos e reflexões. Resposabilidades essas que remetem à Teoria da Aprendizagem Social (Bandura, 1973), que fala justamente da facilidade que a criança encontra em aprender condutas e comportamentos tendo como base as atitudes observadas dentro da própria família, principalmente entre as figuras maternas e paternas. A partir dessa teoria também é possível compreender os motivos pelos quais várias crianças se comportam de forma agressiva em contextos externos à convivência familiar, principalmente na escola. Vários pesquisadores têm encontrado uma íntima relação entre violência doméstica, no âmbito psicológico, físico e moral, e condutas agressivas em crianças na escola, participando como agressoras ou alvos/autoras de agressão (Pepler, Catallo &amp;amp; Moore, 2000). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A criança, parte integrante da família, vivencia a agressão doméstica de forma direta, sendo alvo da agressão, ou de forma indireta, presenciando atos de violência entre os pais. De amba as formas, prejuízos à criança podem ser gerados (Jouriles, McDonald, Norwood, Ezell, 2001), como manifestações de comportamentos agressivos e até o desenvolvimento de Transtornos de Conduta que, segundo o DSM-IV-TR são caracterizados por um padrão persistente de comportamento que viola os direitos básicos dos outros e as normas ou regras sociais importantes e apropriadas à idade. Dentre os vários motivos que levam a um episódio de violência doméstica, há um consenso na literatura de que problemas de saúde dos pais, dentre eles o abuso de drogas e alcool, são fatores estressores que propiciam o desencademento desse tipo de violência (Caminha, 1999). Webster- Stratton (1997) afirma que mães com depressão, pais alcoolistas e comportamentos agressivos e anti-sociais dos pais implicam em fatores de risco. &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A relação entre a participação das crianças, de forma direta ou indireta, na violência doméstica e a consequente manifestação de comportamentos agressivos na escola foram evidenciados pelos experimentos de Maldonado &amp;amp; Williams (2005) e Pinheiro e Williams (2009). No primeiro estudo, foram entrevistadas 28 mães, sendo 14 de crianças agressivas e 14 de crianças não agressivas, estudantes de uma escola pública de São Paulo. Das 14 primeiras,&amp;nbsp; 28.6 % relataram a ocorrência de “violência em casa”, enquanto as segundas não relataram. Quanto à “violência contra a criança”, 42.9% das primeiras mães relataram a ocorrência, em relação aos 14.3% das mães &amp;nbsp;do segundo grupo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O segundo estudo explorou o conceito de Bullying e teve o objetivo de relacionar a violência doméstica com a participação, de alguma forma, em práticas de intimidação (Bullying) escolar. Ele é caracterizado por um conjunto de atitudes agressivas, intencionais e repetitivas, ocorrendo sem uma motivação evidente, praticado por um aluno ou um grupo, contra um aluno ou vários, causando dor, sofrimento e angústia. Esses atos compreendem insultos, intimidações, apelidos cruéis, além de danos físicos, morais e materiais, entre outros (Fante, 2005). Alguns autores dividem esse tipo de violência em três categorias: a intencionalidade do ato, a prolongação no tempo e o desequilíbrio de poder físico, psicológico ou social entre os envolvidos. Pinheiro e Williams encontraram que, de uma amostra de 239 adolescentes entrevistados, 49% relatou ter tido algum envolvimento em Bullying três meses anteriores à pesquisa. Sendo que destes, 26% foram exclusivamente vítimas, 21% foram alvos/autores de intimidação e 3% exclusivamente autores. No geral, 91,8% dos alunos que foram agredidos pela mãe ao menos uma vez estavam no grupo de alunos que sofreram e praticaram o Bullying, ou seja, os alunos que sofreram pelo menos um tipo de violência por parte da mãe tinham 3,2 mais chance de se envolver em Bullying como alvo/autores do que aqueles que não sofreram essa violência. Entre outras análises estatísticas mais complexas, de forma geral, os resultados confirmaram que os alunos que vivenciaram a violência doméstica, de forma direta e/ou sendo expostos à violência interparental, tinham maior probabilidade de se envolver em situações de intimidação (bullying) na escola, especialmente como alvo/autores.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; De forma conclusiva, lança-se um questionamento em relação à violência tão freqüentemente observada atualmente no contexto escolar, e o convívio familiar e suas especificidades. Existem diversas políticas de prevenção e luta contra a violência doméstica, principalmente a que envolve a violência contra a mulher, tão freqüentemente vivenciada por crianças e passadas de forma transgeracional ao longo dos anos. Mas as políticas não estão dando conta da enorme consequência a longo prazo a que essas crianças estão submetidas. A partir dos dados estatísticos apresentados, é possível se afirmar que a violência em casa é a principal formadora das condutas dos filhos, observadas na escola. Se a criança aprende o vocabulário da agressão como forma de solução para os relacionamentos interpessoais, ela possivelmente o reproduzirá quando for preciso e, tendo em vista a fase escolar, que compreende os longos anos da infância e da adolescência, a instituição escola talvez seja o principal endereço dessas manifestações sociais de violência, domínio, abuso da liberdade, desrespeito, falta de empatia, entre outros. Pode-se afirmar que o comportamento agressivo dos filhos nas escolas poderia ser compreendido como um “pedido de socorro”, já que a apresentação de comportamentos violentos pode ser considerado um fator indicador de que a criança se econtra em situação de risco, frente à exposição à violência severa (Maldonado &amp;amp; Williams, 2005).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Que tipos de intervenção deveriam ser feitas? Como a família deveria participar nesse processo? Que função a escola tem quando participa ativamente de uma situação de violência e precisa intervir pelos alunos, vítimas e agressores? De que forma poderia haver uma comunicação entre a família e a escola?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811816829404226301-4521550414425251555?l=pensamentosmolinergicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/feeds/4521550414425251555/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/2011/08/violencia-bullying-familia-e-escola.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811816829404226301/posts/default/4521550414425251555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811816829404226301/posts/default/4521550414425251555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/2011/08/violencia-bullying-familia-e-escola.html' title='Violência, Bullying, Família e Escola • Violence, Bullying, Family and School'/><author><name>Ana Molina da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17237194097792270636</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-tb6XJKwJGzo/Tpz0I-_MfrI/AAAAAAAAAVQ/DYkefbUTP8o/s220/nova%2B%25282%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-atq_hhBwTa0/TlPqoyYVAdI/AAAAAAAAAVA/bhH5yLI0pQ0/s72-c/intimidacao-verbal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811816829404226301.post-1919331001356164594</id><published>2011-06-17T13:59:00.000-07:00</published><updated>2012-01-29T17:23:56.329-08:00</updated><title type='text'>Bullying e saúde mental • Bullying and mental health</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-2ALTnynSbUc/TfFervrD6bI/AAAAAAAAAUc/V1h07H4DUMo/s1600/BULLYING%2521%2521%2521%2521%2521.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-2ALTnynSbUc/TfFervrD6bI/AAAAAAAAAUc/V1h07H4DUMo/s1600/BULLYING%2521%2521%2521%2521%2521.jpg" t8="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bullying é o nome, de origem inglesa,&amp;nbsp;dado a uma seqüencia de atos violentos de&amp;nbsp;característica física e/ou moral, cometidos de forma incisiva e repetitiva, contra uma ou várias pessoas, que normalmente se encontram em uma situação de vulnerabilidade ou em um contexto ou situação em que se torna improvável a sua auto-defesa. Esse tipo de violência se configura entre pares, ou seja, entre pessoas semelhantes, que não estão em uma relação hierárquica ou de poder e por isso, é mais comum definirmos Bullying como a violência escolar entre alunos, apesar de ele ter outras definições em outras culturas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Muito tem sido observado no país ultimamente acerca do Bullying. Não porque o termo foi criado recentemente. Na verdade, essa definição já existe há alguns anos no Brasil mas, infelizmente, começou a "cair na boca do povo" há alguns meses, com o ocorrido em Realengo este ano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;A tragédia de Realengo é um exemplo importante para dar início à discussão que pretendo gerar. Há muitos profissionais da saúde dizendo na mídia que o Bullying não foi o motivo principal pelo qual Wellington resolveu assassinar os estudantes no Rio de Janeiro. De fato, podemos dizer que foi um conjunto de acontecimentos e vivências, em toda a existência de Wellington, que puderam, juntos, corroborar para esse quadro. Mas não podemos deixar de fora o fato de que toda a violência moral e física vivenciada por ele durante quase todo o seu momento escolar teve uma importância gravíssima em sua saúde mental e sua visão de si próprio e do mundo. Em suas cartas, Wellington diz que o motivo de suas ações não tem a ver exclusivamente com o Bullying sofrido por ele. Mas diz respeito a várias outras lutas que ele tem para si, que no fundo poderiam estar intimamente relacionadas com a significação que ele dá para o conceito de violência, &amp;nbsp; respeito, convivência social, que com certeza foi construída em seu período de maior importância e formação de self, seu período escolar, que corresponde à sua infância e adolescência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Não podemos tentar procurar uma psicopatologia em que Wellington se encaixe, ele não está vivo para podermos compreender melhor sua subjetividade e não temos detalhes suficientes sobre seus pensamentos e seus reais motivos para ter feito o que fez. O que sabemos é que ele vivenciava uma nítida percepção distorcida da realidade, com pensamentos e crenças muito fortes, voltados para um estilo de vida e uma missão construída por ele como algo realmente importante para sua existência. Essa distorção, de acordo com seus conteúdos observados, provavelmente se relaciona intimamente com a realidade por ele vivida, não somente com o histórico de violência na escola, mas por todas as consequências geradas por um estilo de conduta que, aparentemente, já vinha sendo manifestado por ele desde pequeno. A compreensão social acerca de seu quadro parece bastante comprometida. Com certeza Wellington passou por muitas dificuldades e preconceitos. O próprio Bullying cometido contra ele denuncia que suas particularidades e suas características eram vistas como "estranhas" e "vulneráveis" por seus colegas de classe. Talvez não seja possível dizer a partir de que momento essa psicopatologia possa ter começado a se manifestar, mas pode-se afirmar que seu prognóstico foi fortemente influenciado pelo contexto em que ele precisou viver, marcado por &amp;nbsp;muitos episódios de violência, incompreensão e provavelmente segregação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Por isso, retoma-se o alerta em relação à probabilidade de um Bullying estar ocorrendo. Percebe-se que a criança modifica sua motivação para ir à escola, sua auto- estima fica prejudicada, ela experimenta bastante isolamento social, suas notas e aproveitamento das disciplinas sofrem grandes modificações. Se não é detectado pela escola e pelos pais que há algo que está afetando diretamente o emocional da criança, e nada é feito em relação a isso, ela tende a ficar pior e pode sim desenvolver outros prejuízos maiores para sua vida, tal como um adoecimento mental e físico e a conseqüente atitude impulsiva como o suicídio ou o homicídio, como o observado em Realengo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Antes de apontarmos o dedo para o agressor, no entanto, precisamos nos lembrar que ele também tem um sofrimento envolvido. Violência e abandono em casa podem ser fatores que colaboram para que a criança tome atitudes agressivas na escola, não só porque aprendeu e revivencia o que vê em sua própria família, mas como um depósito de ações agressivas e descarregadoras de tensão, que não são possíveis de serem manifestadas em casa. Também por aceitação social, encaixe no grupo, reconhecimento. O que é preciso ser lembrado é que violência e agressividade também é sintoma de um emocional desequilibrado. Não somente o agredido vivencia dor, o agressor também precisa de compreensão e precisa que suas condições de vida e seu contexto social seja modificado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; O Bullying é uma violência que se manifesta a partir de uma demanda emocional que precisa ser bem investigada. Se não é possível preveni-la, é possível repará-la e evitar que fique mais grave e traga mais sofrimento tanto para quem o comete, quanto para quem o recebe. Nossas escolas precisam estar mais bem preparadas para falar sobre o assunto com seus alunos, mas também para saberem detectar e tomar providências caso percebam que algo está acontecendo. Precisamos lembrar que o período escolar pode significar momento de importante construção de um ser completo, com crenças, pensamentos, idealizações, condutas, motivações e interpretações que se refletirão em seus comportamentos como adulto anos depois. Se esse momento da vida não foi bem vivido ou foi recheado de péssimos vínculos e episódios traumáticos e fragmentadores, é possível que traga sérias consequências para o depois, trazendo bastante prejuízo para o ex aluno e podendo, inclusive, desencadear sofrimento psíquico grave.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811816829404226301-1919331001356164594?l=pensamentosmolinergicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/feeds/1919331001356164594/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/2011/06/bullying-e-saude-mental.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811816829404226301/posts/default/1919331001356164594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811816829404226301/posts/default/1919331001356164594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/2011/06/bullying-e-saude-mental.html' title='Bullying e saúde mental • Bullying and mental health'/><author><name>Ana Molina da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17237194097792270636</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-tb6XJKwJGzo/Tpz0I-_MfrI/AAAAAAAAAVQ/DYkefbUTP8o/s220/nova%2B%25282%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-2ALTnynSbUc/TfFervrD6bI/AAAAAAAAAUc/V1h07H4DUMo/s72-c/BULLYING%2521%2521%2521%2521%2521.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811816829404226301.post-7396230586516703080</id><published>2011-04-11T21:26:00.000-07:00</published><updated>2012-01-29T17:23:39.139-08:00</updated><title type='text'>Inimputabilidade penal • Mental Incapacity in criminal sentencing</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-onm26Y0HArQ/TaS1VVYGEWI/AAAAAAAAAT8/xK1r9D3LQS4/s1600/amor_e_odio.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5594796015221084514" src="http://2.bp.blogspot.com/-onm26Y0HArQ/TaS1VVYGEWI/AAAAAAAAAT8/xK1r9D3LQS4/s320/amor_e_odio.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; float: right; height: 240px; margin: 0 0 10px 10px; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O conceito de inimputabilidade penal diz respeito à incapacidade que uma pessoa apresenta de responder legalmente sobre um ato cometido, provocado pelo não entendimento das consequências de seus atos e a impossibilidade de ser punida pelos seus comportamentos. Ela é normalmente comprovada por perícias e divulgadas por laudos detalhados. Mas ainda assim é vista com maus olhos por muitos profissionais e ainda é muito discutida por todas as ciências humanas que, por algum motivo, ainda não dão conta da tamanha complexidade que o assunto pode gerar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas para falar de inimputabilidade penal, primeiramente julgo necessário se falar no que realmente gera a incapacidade de uma pessoa em responder legalmente por seus atos e mais, por que o sistema prisional comum, como as penitenciárias que bem conhecemos, não são os melhores destinos para quem possui esse perfil inimputável?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São vários os motivos que levam uma pessoa a cometer um crime. A sociedade está acostumada a julgar comportamentos humanos sob uma base maniqueísta, em que o bem sai na frente no poder pela justiça e o mal deve ser punido independentemente de qualquer explicação ou causa. A verdade é que, analisando de perto, qualquer crime terá explicações plausíveis quando vistos pelo referencial de quem o comete. Falando em homicídio, é difícil deixar de lado toda a discussão moral e ética acerca do alguém que retira o direito de vida de outro alguém. Essa pressão filosófica é tão grande, que não cabe espaço para maiores análises ou para maiores explicações e a gente toma a posição de querer defender o "bem" e esquecer o "mal" ou deixá-lo longe do convívio social, longe de seus direitos, longe de uma compreensão e um perdão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao meu ver, qualquer pessoa que esteja em sofrimento psíquico grave é uma vítima de uma consciência afetada. Digo vítima porque acredito que a consciência é um estado mental que tem muito mais controle sobre nós mesmos do que nós sobre ela. Fatores inconscientes mediadores e moderadores de comportamento podem ter suas portas abertas, uma vez que nosso sistema psíquico passa por qualquer embaralhamento e quanto a isso, não temos um controle consciente, não é como curar uma tosse tomando um remédio. São vários transtornos mentais que podemos listar como possuindo características de confusão com a realidade, não somente os psicodinamicamente psicóticos. Uma pessoa em depressão fortíssima terá uma visão da realidade afetada, mas isso não a classifica como psicótica. Um paciente com Transtorno de Personalidade Borderline também pode apresentar uma forma muito peculiar de enxergar sua convivência em sociedade, sobretudo sobre seus relacionamentos interpessoais, e isso também não o classifica como psicótico. Então o que, exatamente, faz com que uma pessoa se encaixe em um perfil de inimputabilidade penal?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De acordo com o DSM-IV-TR, transtornos mentais são "concebidos como síndromes ou padrões comportamentais ou psicológicos clinicamente importantes, que ocorrem num indivíduo e estão associados com sofrimento ou incapacitação  ou com um risco significativamente aumentado de sofrimento, morte, dor, deficiência ou perda importante da liberdade". Então qualquer que seja a condição mental de um paciente, suficientemente prejudicial para seu funcional, ocupacional e social, pode-se dizer gerar um padrão clinicamente importante, no sentido de que deve ser tratado corretamente com psicoterapia e, muitas vezes, com psicofarmacologia. Um paciente com esquizofrenia, por exemplo, pode manifestar delírios e alucinações que condizem com um desejo muito grande de matar alguém, com uma explicação que, em seu universo subjetivo, é completamente plausível. Como um paciente suicida atendido no Hospital de Base, que acreditava com todas as forças que deveria se matar para livrar sua mãe dos espíritos do mal. Depois de ter sobrevivido à tentativa de auto-extermínio, o delírio do paciente passou a ser o de matar sua própria mãe, pois só assim ela seria liberta. Em um caso como esses, é complicadíssimo segurarmos o paciente pela mão e tentarmos fazer com que ele enxergue a realidade. Porque afinal de contas, de qual realidade estamos falando? Um paciente tido como portador de um Transtorno Mental vive sua subjetividade muitas vezes sem sofrimento consciente algum. Seus comportamentos e atos são tidos como lógicos e muitas vezes não há discurso racional que faça uma idéia ser barrada e desconstruída.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um paciente com Transtorno de Personalidade Anti-social, o famoso sociopata ou psicopata, tem uma vivência tão apática quanto aos direitos vitais de outras pessoas, que ele pode assassinar um próximo simplesmente para conseguir suprir uma necessidade própria. Falta a esse paciente uma visão empática, solidária, e "consciente" com os valores morais estabelecidos por lei, por exemplo. Como julgar uma atitude de um sociopata sob os olhos do direito penal e garantir a ele uma sentença puramente punitiva se, ao final de sua condenação, ele retornará à sociedade ainda portando seu transtorno de personalidade e ainda carregando sua subjetividade e visão de mundo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Questionar a inimputabilidade penal deve levar em consideração exatamente isso: a subjetividade e a visão de realidade que uma pessoa possa ter. É através do convívio que internalizamos valores morais que nos constroem como pessoas conscientes de nossos deveres e direitos como cidadãos. Quando com um aparato psicológico intacto e saudável, essa internalização ocorre facilmente, sem muitas dificuldades, e a simples visão do direito a vida do próximo é enxergada quase que automaticamente. Uma vez que esse aparato psíquico falha na introjeção desses valores morais "normalmente" consolidados, a consciência para o direito à vida de outrém já não é a mesma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O sistema penitenciário brasileiro está focado em promover a punição daqueles que cometem crimes. São cárceres em condições desumanas, abrigando muito mais gente do que podem suportar, com um regime torturante. A visão não é a de uma recuperação do ser humano, muito pelo contrário, muitos saem de lá mais experientes do que já entraram. A punição severa a qual estão submetidos parece dar espaço apenas para um arrependimento profundo, o que não comprova que nunca mais precisarão cometer os mesmos crimes que já foram cometidos em outro momento. Mais uma vez, os diversos motivos que levam uma pessoa a se comportar e a cometer crimes são tão complexos, que nada pode ser comprovado acerca de uma outra situação em que um crime poderia ser cabível. Ou seja, é perfeitamente compreensível que uma pessoa possa sair da cadeia anos após ser admitido, arrependido pelo que fez, mas ainda em condições sociais e humanas tão precárias que a probabilidade de precisar cometer outro crime é ainda altíssima.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vendo isso, é possível se enxergar os motivos pelos quais não há como sentenciar uma pessoa que não tem consciência de seus atos. Um anti-social, após matar seis garotos e não ver seriedade em seus atos, irá cumprir pena por anos e sairá ainda em sua condição mental e cometerá outros crimes tão graves ou piores quanto os já cometidos. Enquanto o sistema prisional estiver focando apenas na punição e não na recuperação do ser humano, não há como tratar as pessoas com perfil inimputável de outra forma. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para sentenciar alguém ao corredor da morte, por mais que não tenhamos pena de morte aqui, parte-se do pressuposto de que essa pessoa possui plena consciência de seus atos e agiu de forma cruel, promovendo um mal para a sociedade e deve ser punida por isso. No entanto, isso não lhe retira o direito já pré-determinado de vida, de bem-estar e de existência digna. Se uma pessoa não é capaz de enxergar a realidade como enxergamos e não possui os olhos que possuímos para ver que seus atos causaram um mal a outras pessoas e feriram seus direitos como cidadãs, puni-la sob um regime comum não trará resultado algum, a não ser privá-la de liberdade, enquanto podia estar tendo a recuperação ou o tratamento correto para  sua condição mental. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811816829404226301-7396230586516703080?l=pensamentosmolinergicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/feeds/7396230586516703080/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/2011/04/imputabilidade-penal.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811816829404226301/posts/default/7396230586516703080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811816829404226301/posts/default/7396230586516703080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/2011/04/imputabilidade-penal.html' title='Inimputabilidade penal • Mental Incapacity in criminal sentencing'/><author><name>Ana Molina da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17237194097792270636</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-tb6XJKwJGzo/Tpz0I-_MfrI/AAAAAAAAAVQ/DYkefbUTP8o/s220/nova%2B%25282%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-onm26Y0HArQ/TaS1VVYGEWI/AAAAAAAAAT8/xK1r9D3LQS4/s72-c/amor_e_odio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811816829404226301.post-4357331401553534823</id><published>2010-11-25T09:53:00.000-08:00</published><updated>2012-01-29T17:16:46.026-08:00</updated><title type='text'>Gênero e violência conjugal • Gender and domestic violence</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_3HcMPikx7ME/TO6iy12Z0QI/AAAAAAAAAPo/9NIUUH0Ceew/s1600/mulher.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5543547185672081666" src="http://1.bp.blogspot.com/_3HcMPikx7ME/TO6iy12Z0QI/AAAAAAAAAPo/9NIUUH0Ceew/s320/mulher.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 187px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 191px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É milenar a história da vitimação feminina à visão hierárquica do patriarcado, que sempre colocou a mulher em uma posição de subordinada e passiva, diante de um poder masculino sempre ativo e disciplinador. Podemos chamar de gênero o papel que homens e mulheres têm na sociedade, e papéis de gênero, as atividades, comportamentos e funções atribuídas a eles. &lt;br /&gt;Os papéis de gênero estão nitidamente retratados no nosso cotidiano nas mais variadas formas. A sociedade brasileira ainda carrega consigo um imaginário machista que se reflete desde a vivência dentro de casa, com a nossa educação de berço, até na consolidação da justiça, que teoricamente deveria privar por direitos iguais e justos. Apesar de muito ter mudado ao longo do tempo, inclusive com o movimento feminista, que conquistou um espaço fundamental nas políticas públicas e na reflexão social, infelizmente ainda se vive uma discriminação muito grande no que diz respeito à vivência feminina, em todas as dimensões. &lt;br /&gt;É nítido o modelo educacional brasileiro passado de geração para geração. Desde crianças somos instruídos a ver o papel de homem e mulher muito bem consolidado, com regras, valores e idealizações bem limitados. As meninas aprendem a ver o mundo como um espaço que demanda uma postura materna, um preparo físico e emocional para ser reprodutora, dona de casa e boa mulher. Os meninos aprendem a se ver como provedores de uma vida familiar, estimulados a investirem em carreiras profissionais, a virarem seus olhares para o universo público. Esses papéis de gênero não são internalizados somente por meio da educação de casa, todos os meios de comunicação contribuem para a perpetuação desses ideais, mesmo que de forma indireta, moldando cabeças e instruindo condutas e atitudes perante uma sociedade que deveria ser totalmente heterogênea. Quantas vezes não vimos propagandas na televisão, retratando o contexto familiar e utilizando a imagem da mulher ora como uma dona de casa dedicada, ora como um pedaço de mau caminho, totalmente sedutor e perigoso? Quantas vezes não vimos em revistas femininas páginas e mais páginas estimulando cada vez mais o pensamento amedrontador da mulher, produzindo cada vez mais pensamentos machistas e debilitantes, do como agir em sociedade, o que fazer e o que não fazer diante de certas situações?&lt;br /&gt;Toda essa visão da mulher como um ser frágil e submisso colabora para as relações de poder que se formam, quase que naturalmente, dentro de interações homem - mulher. Seja dentro da família com o pai sendo o centro disciplinador, seja dentro de relações afetivas, em que o cônjuge permanece em um papel ativo e dominador, seja no contexto do trabalho, em que homens exercem cargos de alto poder. &lt;br /&gt;Muito provavelmente , essa internalização do poder masculino seja o principal fator que colabore para a ocorrência de tantos casos de violência conjugal, em que a mulher pode estar submetida, realmente, a uma relação de dominação e por simplesmente não poder se defender sozinha. O que se tem percebido é uma dificuldade de traçar um perfil de agressor, demonstrando que pode não existir uma padronização de comportamentos e de condutas masculinas que caracterizem esse quadro. Boa parte dos agressores é constituída por homens de classe média, com boa instrução e sem históricos prévios de violência. Então o que exatamente faz com que situações como essas ocorram?&lt;br /&gt;Pesquisas têm demonstrado que homens tendem a praticar violência em momentos de raiva, reagindo a algum pensamento destrutivo em relação à mulher. Apesar de não haver um perfil muito bem determinado, há sinais prévios que demonstram ciúme e proteção exagerada por parte do homem, além de outros episódios de violência psicológica, normalmente muito difíceis de serem detectados. Talvez uma melhor pergunta gire em torno do motivo pelo qual tantas mulheres permanecem submetidas a relações conjugais violentas e por que parece tão difícil ter atitudes que decidam de uma vez por todas por acabar com esse ciclo de agressividade. Alguns dos vários motivos que as mulheres apontam para não denunciarem algum ato de violência dizem respeito ao medo de reagirem à agressão e passarem por algo muito pior posteriormente. Há mulheres que tendem a ver o ato de agressão como algo naturalizado, o pensamento de que é normal se esperar de um homem atitudes violentas, sinal de uma compreensão de papéis de gênero muito provavelmente passada por outras gerações. Há mulheres que preferem se submeter a relações conjugais violentas para protegerem seus filhos, para manterem a dinâmica familiar e também por relatarem amarem seus cônjuges e não verem o ato violento como algo de muita importância.&lt;br /&gt;É importante se dizer que qualquer relação de violência, seja ela envolvendo homens agressores e mulheres vítimas, seja ela envolvendo homens como vítima e mulheres como agressoras, envolve uma interação dinâmica que precisa ser compreendida. O acolhimento é um procedimento de altíssima importância em qualquer um dos casos, pois terá um papel protetivo e preventivo, possibilitando até a resolução de problemas conjugais, centrais nesse contexto de violência. &lt;br /&gt;Outra questão que pode ser levantada acerca do tema diz respeito aos diversos casos de violência conjugal praticamente inacabados e sem proteção nenhuma por parte do Estado. Apesar de a Lei Maria da Penha ter sido consolidada há alguns anos, ainda se pode ver posturas extremamente machistas no contexto jurídico, que acaba por transformar a agredida em transgressora, levantando motivos totalmente descabidos para justificar a atitude agressiva do cônjuge e tomando decisões que não visam a proteção da vítima, possibilitando novos episódios de agressão. &lt;br /&gt;As discussões acerca dos papéis de gênero e das relações de poder são tópicos cada vez mais crescentes. Há ainda uma grande necessidade de reflexão acerca do tema para se levantar melhores idéias e posturas que podem gerar melhores acolhimentos e decisões protetivas. Compreender os motivos que levam uma relação a se estabelecer como uma interação de poder e violência é fundamental, mas saber como agir nessa situação, dando apoio à vítima, buscando a compreensão dessa dinâmica relacional e tomando decisões corretas que visem a prevenção de novos episódios violentos é ainda mais importante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811816829404226301-4357331401553534823?l=pensamentosmolinergicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/feeds/4357331401553534823/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/2010/11/genero-e-violencia-conjugal.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811816829404226301/posts/default/4357331401553534823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811816829404226301/posts/default/4357331401553534823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/2010/11/genero-e-violencia-conjugal.html' title='Gênero e violência conjugal • Gender and domestic violence'/><author><name>Ana Molina da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17237194097792270636</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-tb6XJKwJGzo/Tpz0I-_MfrI/AAAAAAAAAVQ/DYkefbUTP8o/s220/nova%2B%25282%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_3HcMPikx7ME/TO6iy12Z0QI/AAAAAAAAAPo/9NIUUH0Ceew/s72-c/mulher.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811816829404226301.post-1545268887098598956</id><published>2010-08-23T11:44:00.000-07:00</published><updated>2012-01-29T17:16:18.218-08:00</updated><title type='text'>A memória • The memory</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_3HcMPikx7ME/THLB1uBIXUI/AAAAAAAAAOc/HNfeXQIeVOk/s1600/memoria.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5508678422857538882" src="http://3.bp.blogspot.com/_3HcMPikx7ME/THLB1uBIXUI/AAAAAAAAAOc/HNfeXQIeVOk/s320/memoria.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; float: left; height: 234px; margin: 0 10px 10px 0; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que exatamente está envolvido no estabelecimento de memórias? Que áreas cerebrais subsidiam a aquisição de novas lembranças e a recuperação de fatos armazenados há algum tempo? Porque lembramos e esquecemos de tanta coisa? O que acontece quando sofremos lesões e temos amnésias?&lt;br /&gt;A memória é um assunto de pesquisa tão complexo, que são necessárias páginas para se dissertar exatamente sobre tudo a respeito do tema! Mas existem alguns conhecimentos importantes e básicos sobre o assunto que podem ser explorados, trazendo um gostinho a mais de se pesquisar mais a fundo sobre esse assunto misterioso da vivência humana.&lt;br /&gt;Bem, a memória é um fator da cognição ligada a vários outros fatores, essenciais para a nossa existência e interação. A memória está relacionada à aquisição da aprendizagem, consequentemente relacionada à resolução de problemas. Desde a aprendizagem sensorial, envolvendo o reconhecimento de estímulos ambientais, a nível tátil, auditivo, visual, até a aprendizagem semântica, envolvendo a construção linguística e fonológica, chegando à aprendizagem procedural, envolvendo o "saber como", as etapas necessárias e específicas para se realizar uma atividade e se resolver um problema.&lt;br /&gt;A memória se configura em três formas. É a partir da memória sensorial que entramos em contato com os estímulos ambientais e armazenamos informações por um curto período de tempo. Nesse período, estamos nos utilizando da memória de curto prazo, que foi substituída pelo conceito de memória de trabalho. Essa memória é limitada e serve para que possamos realizar alguma tarefa, utilizando essa informação e conhecimento brevemente armazenados. Se criamos um acesso frequente a memórias de trabalho ou de curto prazo, elas podem vir a ser memórias de longo prazo, praticamente definitivas e passíveis de recuperação a qualquer momento. A memória de longo prazo contém lembranças inesquecíveis sobre fatos da vida, além de algumas outras informações que podemos até perder com o passar do tempo. Ela também pode ser dividida entre memória declarativa e não- declarativa. A primeira, diz respeito a toda a memória de que temos consciência, que podemos acessar tentando apenas resgatar uma informação. A segunda diz respeito às memórias inconscientes, que resgatamos inconscientemente, de acordo com estímulos e situações ambientais. &lt;br /&gt;A memória declarativa pode ainda ser definida como do tipo episódica ou semântica. A primeira diz respeito à lembrança de episódios organizados no tempo. Como a lembrança de o que comemos no café da manhã, quais procedimentos e em que sequência tudo ocorreu. A segunda diz respeito à memória de significação, envolvendo palavras, números, códigos, etc.&lt;br /&gt;Sabe-se que existe uma área cerebral responsável pela memória: o hipocampo. Mas foi a partir de estudos significativos que chegaram à conclusão de que o hipocampo não é responsável por todo tipo de memória. H.M. foi um paciente que passava por um quadro de epilepsia e passou por uma intervenção cirúrgica a fim de aliviar os sintomas da doença. Ele teve seus lobos temporais mediais bilateralmente retirados, o que facilitou o controle dos sintomas da epilepsia com o uso de fármacos, mas trouxe uma amnésia anterógrada grave associada a uma amnésia retrógrada leve. Amnésia anterógrada é uma incapacidade de lembrar e armazenar memórias após a cirurgia. Ou seja, H.M. ficou incapacitado de obter novas memórias depois que passou pelo procedimento, conseguindo apenas efetuar rápidas atividades, com o uso da memória de curto prazo. Amnésia retrógrada é uma incapacidade de lembrar memórias obtidas antes da cirurgia. H.M. teve uma amnésia retrógrada leve pois ficou incapacitado de lembrar de fatos que ocorreram alguns anos antes da cirurgia, mas era capaz de lembrar de vários fatos da infância, além de se lembrar de aprendizagens como falar, efetuar cálculos, vestir-se, entre outras coisas.&lt;br /&gt;H.M. teve seu hipocampo comprometido por conta dessa cirurgia, o que levou os pesquisadores a pensarem que essa área está responsável pelo sistema de aquisição de novas memórias e, consequentmente, de novas aprendizagens. Criou-se então uma teoria de que o hipocampo recebe informações de outras áreas cerebrais, como núcleos da base a amígdala, e as modifica, transformando memórias de curto prazo em memórias de longo prazo. Mas não se sabe ainda quais áreas cerebrais estão ligadas ao armazenamento definitivo dessas memórias de longo prazo. Apesar de H.M. ter tido comprometimento de algumas informações de longo prazo, ou seja, ter apresentado uma amnésia retrógrada leve, ele ainda mantinha memórias remotas muito fortes. O que possibilitou que isso acontecesse?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811816829404226301-1545268887098598956?l=pensamentosmolinergicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/feeds/1545268887098598956/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/2010/08/memoria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811816829404226301/posts/default/1545268887098598956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811816829404226301/posts/default/1545268887098598956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/2010/08/memoria.html' title='A memória • The memory'/><author><name>Ana Molina da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17237194097792270636</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-tb6XJKwJGzo/Tpz0I-_MfrI/AAAAAAAAAVQ/DYkefbUTP8o/s220/nova%2B%25282%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_3HcMPikx7ME/THLB1uBIXUI/AAAAAAAAAOc/HNfeXQIeVOk/s72-c/memoria.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811816829404226301.post-5722342867399502796</id><published>2010-07-20T11:37:00.000-07:00</published><updated>2012-01-29T17:15:37.460-08:00</updated><title type='text'>Mente e corpo • Mind and body</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_3HcMPikx7ME/TEXtBPQ8ixI/AAAAAAAAAOU/-5xIwKYGugI/s1600/cerebro.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496059525808818962" src="http://4.bp.blogspot.com/_3HcMPikx7ME/TEXtBPQ8ixI/AAAAAAAAAOU/-5xIwKYGugI/s320/cerebro.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 320px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Seria muito ingênuo por parte do homem se ele pensasse que mente e corpo estão separados, no sentido de que podemos traçar linhas imaginárias limitando o que é palpável pela ciência e o que é misterioso, admitindo que um não interfira no outro.&lt;br /&gt;A Psicologia é uma ciência extraordinária porque trouxe o questionamento acerca do que realmente se deve prestar atenção e a resposta foi enormemente diversificada. Podemos ver estudos que focalizam o contexto inconsciente da psique, vemos estudos com animais em laboratório, vendo comportamentos responsivos a fármacos e mapeamentos cerebrais, vemos estudos sociais, envolvendo conduta, motivação, pensamentos em conjunto. Enfim, como ver o universo humano como algo único e simples, se fazemos parte dele e, por experiência própria, sabemos que estamos longe de realmente entendermos sobre tudo?&lt;br /&gt;As psicopatologias são interessantíssimas porque trazem o paradoxo mente-corpo para as discussões. Dependendo da linha que se segue, a visão de um Transtorno de Ansiedade Generalizada poderia ser, simplesmente, uma reação agonizante diante de conflitos do ego, por exemplo. Ou, por outro lado, reações químicas cerebrais que ocorrem a partir de interações corporais com eventos e estímulos ambientais que se tornaram aversivos.&lt;br /&gt;Bem, para mim, não podemos separar a mente do corpo quando falamos em psicopatologias, pois elas compreendem um universo sintomatológico de origens diversas. É como pensar em uma pessoa com obesidade mórbida. Ela se colocou nesse quadro por uma questão genética, ou por costumes alimentares compulsivos? Se pelo segundo, será que são questões culturais ou de criação ou por questões puramente emocionais? Se ela alcançou a obesidade mórbida e sofre com isso, o que a impede de perder peso e voltar a ser saudável? São limitações físicas ou psicológicas? Ambas! Há vários motivos para se acreditar que uma pessoa tenha tendência genética a ganhar peso. Mas para chegar a um quadro de obesidade mórbida, pensa-se que, no mínimo, existam fatores emocionais fortes, que facilitam a compulsão e finalizam em uma situação de alta periculosidade.&lt;br /&gt;O mesmo podemos falar sobre estresse exagerado. As situações cotidianas nas quais nos envolvemos, preocupações, pressões sociais, responsabilidades, dores de cabeça dos mais variados tipos, até acontecimentos que fogem de nosso controle como uma morte de alguém, um divórcio, uma demissão... Tudo isso colabora para situações tão estressantes em nossas vidas, que às vezes passam despercebidas. Há situações que fogem tanto de nosso controle, que se tornam patológicas. É muito fácil uma pessoa se tornar depressiva diante de uma situação estressora, da qual há um enorme quadro de frustração. E diante disso, vemos reações neurobiológicas muito delicadas, que dão respaldo para as suspeitas psicológicas. Se não houvesse uma correlação mente e corpo, por que um paciente com Transtorno Depressivo Maior apresentaria quadros de insônia, perda de peso e amnésia anterógrada? Por que um estresse patológico faria cair cabelos, perda de apetite? Nossa mente está tão interligada com nosso corpo, que mal temos a noção do quão importante são nossos pensamentos e motivações diante de uma doença aparentemente fisiológica.&lt;br /&gt;Esses questionamentos têm importância seríssima no enfrentamento de situações em que não há muito que se fazer. Um doente terminal, diante de uma quase morte, possui alta probabilidade de se fechar em um quarto, deprimido, porque não consegue lidar com o fato de estar prestes a se despedir do mundo. Talvez o próprio prognóstico da doença tenha uma melhora significativa se o paciente passar por um processo motivacional, que o anime a lutar até o resto de seus dias, com alegria, satisfação.&lt;br /&gt;Podemos falar, também, do efeito placebo. Esse feito nada mais é do que uma influência psicológica para várias questões de saúde. Não é simplesmente usar uma pílula de farinha, totalmente enganosa, para fazer alguém acreditar em um tratamento. O efeito placebo já está comprovado e demonstra o quão forte está o pensamento e a motivação, por cima de quase tudo aquilo que nos parece físico e incontrolável.&lt;br /&gt;O fazer psicologia é extraordinário porque nos abre portas teóricas e metodológicas imensas. Mas para todos aqueles que têm curiosidade ou que se iniciarão nessa ciência, talvez seja importante manter suas visões abertas. A ciência não deve se limitar àquilo que só conseguimos apalpar. A ciência está longe de responder tudo o que perguntamos e precisamos ser ousados. O que posso concluir, agora, é que mente e corpo mantêm uma ligação tão íntima e tão forte, que mal podemos imaginar o poder que nossos pensamentos têm sobre nós mesmos. Muitos estudos ainda podem ser feitos sobre o assunto. Ser um psicólogo consciente é saber que há muito ainda a se conhecer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811816829404226301-5722342867399502796?l=pensamentosmolinergicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/feeds/5722342867399502796/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/2010/07/seria-muito-ingenuo-por-parte-do-homem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811816829404226301/posts/default/5722342867399502796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811816829404226301/posts/default/5722342867399502796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/2010/07/seria-muito-ingenuo-por-parte-do-homem.html' title='Mente e corpo • Mind and body'/><author><name>Ana Molina da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17237194097792270636</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-tb6XJKwJGzo/Tpz0I-_MfrI/AAAAAAAAAVQ/DYkefbUTP8o/s220/nova%2B%25282%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_3HcMPikx7ME/TEXtBPQ8ixI/AAAAAAAAAOU/-5xIwKYGugI/s72-c/cerebro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811816829404226301.post-4463349410466027126</id><published>2010-05-26T15:24:00.000-07:00</published><updated>2012-01-29T17:14:26.981-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='u'/><title type='text'>O X da questão • The key problem</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_3HcMPikx7ME/S_2fwfF5adI/AAAAAAAAANU/20ZJeUPZbFU/s1600/igualdade-racial1.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5475708377281161682" src="http://2.bp.blogspot.com/_3HcMPikx7ME/S_2fwfF5adI/AAAAAAAAANU/20ZJeUPZbFU/s320/igualdade-racial1.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 311px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 277px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho engraçado pensar no desespero que a humanidade tem quando se fala em aquecimento global, tragédias causadas pela própria natureza, anos cada vez mais quentes, ou chuvas em momentos estranhos. A mídia coloca isso de forma tão horrorosa e de um jeito quase tão incontrolável, que já posso imaginar pessoas tendo transtorno do pânico, agorafobia, ou qualquer reação patológica envolvendo medo e desespero, por conta de tanto terrorismo divulgado nos meios de comunicação. Não é mentira que a natureza parece se revoltar com o descaso humano. Todos os anos vemos tragédias em todas as partes do mundo para nos comprovarem isso. Parece que o planeta Terra realmente tem se revoltado com seus habitantes, cada ano de um jeito, dando alertas periódicos que está na hora de acordar para a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive um insight agora pouco sobre esse "acordar para a vida". Acabei pensando que as pessoas, de um jeito quase egoísta, têm se preocupado muito mais com o que não fazer com o lixo produzido do que com outras questões muito maiores e profundas, que podem colaborar para esse colapso universal. Oras, pensem comigo: de que adianta termos pessoas super educadas ecologicamente, fazendo coleta seletiva de lixo, parando de usar sacolas plásticas em supermercados, optando pelo álcool ao invés de gasolina, utilizando alimentos orgânicos, e todas as outras táticas de preservação do meio ambiente, se estamos ainda esquecendo desses fatores fundamentais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha, se Deus existe mesmo, não posso afirmar. Mas que há alguma coisa tentando nos mostrar sobre esse acordar para a vida há um bom tempo, isso eu tenho certeza! Que dia os homens irão perceber que o planeta Terra está com sede de humildade? Está carecendo de educação, respeito, compreensão? De que adianta nos preocuparmos tanto com o ambiente se nosso caráter está poluído por comportamentos e pensamentos tão destrutivos? &lt;br /&gt;Isso é um questionamento sério! Que dia as pessoas acordarão para a vida e perceberão que antes mesmo de querermos solucionar problemas tão sérios, temos que tocar na base, no que há de mais profundo? Para então fazermos uma evolução sólida e coerente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discutia ha alguns minutos sobre pena de morte. É triste perceber uma grande quantidade de pessoas com pensamentos como "bandido bom é bandido morto!", ou "uma pessoa que matou a outra não merece viver!" ou "menores infratores deveriam passar o resto da vida apodrecendo na cadeia, ou mortos de imediato". Então eu penso: estamos em pleno século XXI, passamos por épocas de inquisições, por épocas de linchamentos sociais, envolvendo pessoas com características esquisitas, loucas, pobres, negras, deficientes, ladrões. Todos os tipos de pessoas não desejáveis pareciam ter apenas um destino: exclusão total, morte, vidas fadadas a uma prisão completamente miserável. Passamos por guerras enormes, passamos por holocausto, passamos por esterilização de mulheres portadoras de deficiência, passamos por estigmas, revoltas, ditadura, repressão, violência... Todos esses acontecimentos, que parecem estar cada vez mais em um passado remoto, deveriam vir para nos mostrar crescimento mental e social. Mas parecem estar se repetindo e as pessoas não entendem e não percebem isso. Em pleno século XXI, já devíamos ter percebido que o individualismo não leva ninguém a lugar algum, nós dependemos de outras pessoas e não devemos recorrer a elas apenas por interesse. Estamos nos usando como papel higiênico. Retiramos toda a utilidade e jogamos fora logo em seguida. Estamos vendo atendentes de reintegração que, na teoria, deviam promover a reintegração de infratores da lei, para que possam se recuperar e voltar a conviver em sociedade, arrependendo-se pelos erros e sentindo-se dignos do perdão. Mas muito pelo contrário, esses atendentes estão agindo com violência, acreditando terem o poder de justiceiros, causando violência e, com certeza, promovendo mais violência ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme Tropa de Elite foi um filme controverso e polêmico. Gostei dele. No início eu apoiava a postura do BOPE, achando que era super legal aquilo, que talvez aqueles traficantes mereciam esse tipo de tratamento. Não consigo nem encontrar razão para ter achado isso legal algum dia. Respeito a função do BOPE como equipe de proteção e combate à criminalidade. Mas não os vejo muito diferentes das pessoas criminalizadas por eles. Se tratar com violência e ignorância é a resolução para a criminalidade, então deveríamos declarar guerra ao mundo todo, porque só assim resolveríamos as piores manifestações de egoísmo, individualismo, negligência, violência...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, não adianta lutarmos pela conscientização ambiental se deixamos o mais importante passar despercebido. Não é com violência que se resolve violência. As pessoas deviam parar de pensar no próprio umbigo e deviam parar de julgar gratuitamente os outros, e pensarem que somos todos iguais, erramos, acertamos, tornamos nossa vida cada vez mais completa, esbarramos com desafios, criamos filhos, lutamos por nossos ideais e objetivos e ninguém é melhor do que ninguém. Ninguém tem o direito de decidir quem vive ou quem morre. O único direito que nós temos é sobrevivermos, lutarmos por nossa felicidade e obrigação de promovermos o melhor convívio possível em sociedade, pois ao contrário não teremos mundo nenhum que sobreviva, seja no quesito natureza, seja no quesito oxigênio, seja no quesito ser humano.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811816829404226301-4463349410466027126?l=pensamentosmolinergicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/feeds/4463349410466027126/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/2010/05/o-x-da-questao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811816829404226301/posts/default/4463349410466027126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811816829404226301/posts/default/4463349410466027126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/2010/05/o-x-da-questao.html' title='O X da questão • The key problem'/><author><name>Ana Molina da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17237194097792270636</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-tb6XJKwJGzo/Tpz0I-_MfrI/AAAAAAAAAVQ/DYkefbUTP8o/s220/nova%2B%25282%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_3HcMPikx7ME/S_2fwfF5adI/AAAAAAAAANU/20ZJeUPZbFU/s72-c/igualdade-racial1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811816829404226301.post-7044859597269313017</id><published>2010-04-28T07:51:00.000-07:00</published><updated>2012-01-29T17:13:05.388-08:00</updated><title type='text'>Depressão, o Transtorno Depressivo Maior • The Major Depressive Disorder</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_3HcMPikx7ME/S9hL1ueSiwI/AAAAAAAAAM0/i2quH4egZ4Q/s1600/depressao01.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465201534194322178" src="http://3.bp.blogspot.com/_3HcMPikx7ME/S9hL1ueSiwI/AAAAAAAAAM0/i2quH4egZ4Q/s320/depressao01.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 287px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 200px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Depressão tem se tornado a doença do século. Talvez seja muito importante se perguntar por que isso está acontecendo. Eu diria que podemos listar diversos fatores que poderiam contribuir para a ocorrência cada vez maior de depressão nas pessoas, nas mais variadas idades e classes sociais. Mas é realmente muito difícil generalizar, cada pessoa possui seu universo emocional e cada pessoa terá sua angústia apoiada em um motivo ou vários motivos específicos.&lt;br /&gt;O Transtorno Depressivo Maior, como é chamado, é um transtorno de humor bastante estudado por especialistas ultimamente. Sabe-se que pode existir algum fator neuroquímico envolvido, como falta do neurotransmissor serotonina agindo no organismo. Mas acredito que a depressão possui um fator muito mais ambiental do que químico, além de genético. &lt;br /&gt;Neste transtorno o que mais se observa é um humor deprimido muito frequente e, aparentemente, sem muitos motivos. A pessoa fica chorosa, desanimada, sonolenta, sem energia para fazer as coisas e costuma se culpar muito por vários motivos. O misterioso é que muitas vezes as pessoas deprimidas sabem que tem algo errado acontecendo, sabem que o motivo para estarem assim é desconhecido, sabem que precisam de ajuda, mas nem para isso se motivam. Poderia dizer que um paciente em depressão encontra-se enjaulado, porque ele tem consciência do sofrimento pelo qual está passando, gostaria muito de ser ajudado, mas está em uma desilusão muito grande, normalmente não acredita que possa melhorar, que suas angústias possam ir embora e começa a se sentir inútil e culpado pela situação ou por diversos outros acontecimentos em sua vida. &lt;br /&gt;É muito comum encontrar em pacientes deprimidos a vontade de tirar a própria vida. De acordo com o DSM-IV, um dos principais livros diagnósticos seguidos por profissionais da saúde, a ideação suicida ou idéias sobre morte é um critério fundamental para se diagnosticar o transtorno. Esse critério pode, inclusive, mudar a perspectiva do profissional diante do paciente, o prognóstico pode ficar mais complicado e a internação pode ser uma solução imediata. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma pesquisa que realizei na universidade discutimos a percepção da dor em pacientes com depressão. Um dos tópicos que chamam a atenção é a comorbidade da fibromialgia com a depressão. A fibromialgia é uma doença que normalmente atinge mais mulheres do que homens, ela se caracteriza por dores generalizadas, sem causas orgânicas aparentes. Os pacientes se queixam de sentirem dores no corpo todo e, quando submetidos a exames médicos, não são encontrados motivos fisiológicos para suas dores. Os médicos, então, rotularam a fibromialgia como uma doença psicossomática, quer dizer, uma doença que possui aspectos psicológicos com interferência em aspectos físicos. Por isso é muito comum encontrarmos pacientes com fibromialgia carregando também um humor deprimido e o contrário também! A pergunta é: o que veio primeiro? O paciente adquiriu fibromialgia por conta de sua Depressão ou o paciente se tornou deprimido por conta da fibromialgia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre os tratamentos para a depressão existe uma discussão quase infinita. Os psiquiatras receitam frequentemente anti- depressivos fortes (tarja preta), além de remédios para auxiliarem o sono, que acabam causando dependência. Há alguns terapeutas que defendem que muitos casos de depressão não precisam do auxílio de remédios. O que seria o mais indicado para o tratamento da doença?&lt;br /&gt;Eu levo comigo a opinião de que todas as terapias existentes podem dar um grande auxílio ao paciente, mas elas dependem da adesão do paciente e do interesse dele em ficar melhor. Qualquer terapia, investida de fé e esperança por parte do paciente, pode tirá-lo desse quadro de sofrimento, desde que bem feita, é claro. Acredito também que existem várias atividades diárias que podem ser feitas para auxiliar o tratamento. Estão sendo feitas pesquisas que abordam o uso da dança, da pintura, da fotografia, ou seja, das artes de forma geral, para a cura da depressão. E elas realmente podem ajudar. São métodos que mexem não só com o processo emocional do paciente, que pode usá-los para se expressar e de certa forma desabafar, como mexe com a auto-estima. Já nos casos mais severos da doença, em que se percebe por exemplo uma ideação suicida muito forte, acho que a intervenção química é muito importante, porque afinal de contas, sabe-se que o déficit de serotonina no organismo traz consequências de muito sofrimento para o paciente. Os anti-depressivos, então, dariam uma ajuda quase imediata para o sofrimento, impedindo que o paciente cometa um suicídio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu poderia resumir esse quadro dizendo que a Depressão é uma doença muitas vezes negligenciada pela própria família do doente, ou até por outras pessoas do convívio social. Na atualidade, é muito comum ver pessoas sempre muito estressadas e preocupadas com a vida, quase sempre carregando um humor deprimido e, então, quando se trata de um caso sério, como o Transtorno Depressivo Maior, muitas pessoas não conseguem discriminar a doença, no sentido de acharem que faz parte da vida, que é comum se sentir triste de vez em quando e esperam que o tempo faça a sua parte. Infelizmente, não são todos os pacientes que têm uma melhora significativa com a passagem do tempo e acabam tirando suas vidas por se sentirem sozinhos, desiludidos, sem perspectiva nenhuma sobre a própria existência. &lt;br /&gt;De qualquer forma, humor deprimido persistindo por muito tempo é sinal de que algo não vai bem. A família e o apoio social nessas horas é muito importante para a recuperação. Nunca deixe de pedir ajuda ou procurar ajuda nessas condições, a depressão tem cura e pode mudar muitas vidas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811816829404226301-7044859597269313017?l=pensamentosmolinergicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/feeds/7044859597269313017/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/2010/04/depressao-tem-se-tornado-doenca-do.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811816829404226301/posts/default/7044859597269313017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811816829404226301/posts/default/7044859597269313017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/2010/04/depressao-tem-se-tornado-doenca-do.html' title='Depressão, o Transtorno Depressivo Maior • The Major Depressive Disorder'/><author><name>Ana Molina da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17237194097792270636</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-tb6XJKwJGzo/Tpz0I-_MfrI/AAAAAAAAAVQ/DYkefbUTP8o/s220/nova%2B%25282%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_3HcMPikx7ME/S9hL1ueSiwI/AAAAAAAAAM0/i2quH4egZ4Q/s72-c/depressao01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811816829404226301.post-2391183906880151180</id><published>2010-03-10T16:12:00.001-08:00</published><updated>2012-01-29T17:10:02.745-08:00</updated><title type='text'>Da família à marginalização • From family to marginalization</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_3HcMPikx7ME/S5g1hpTxk5I/AAAAAAAAAMg/Z1Vi-WH5Smo/s1600-h/a-arte-de-ser-familia.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5447162601445364626" src="http://2.bp.blogspot.com/_3HcMPikx7ME/S5g1hpTxk5I/AAAAAAAAAMg/Z1Vi-WH5Smo/s320/a-arte-de-ser-familia.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; float: right; height: 254px; margin: 0 0 10px 10px; width: 292px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O conceito de família não é muito antigo. Faz pouco tempo que essa unidade consanguínea passou a ser vista como uma base indissociável da vida, com a valorização dos papéis sociais de cada integrante, da proteção aos menores, do acompanhamento e fonte de apoio aos membros. Com o advento do capitalismo, das Revoluções Industriais, do avanço da tecnologia, da nova economia mundial, o foco social passou a ser "criar" um homem que desse conta dessa competitividade e que tivesse sucesso no que se empenhasse em fazer, trazendo lucros e resultados. Isso quer dizer que o foco social deixou de ser o de simples subsistência e, se posso chamar, o de tranquilidade e passou a ser uma corrida incessante por produção, por ação direta. Tudo o que gira em torno de um humano bem-sucedido, feliz e produtivo diz respeito ao seguimento desse modelo social estabelecido. Nos últimos anos, tem-se notado uma modificação e heterogeneidade de conceitos acerca de felicidade e auto-realização, e também em torno do conceito de família. Na nova era dita anteriormente, a família passou a assumir um papel importantíssimo na formação do ser. A escola, os médicos e a família eram os agentes fundamentais de "produção" de um homem ativo para a sociedade. Ao mesmo tempo, a família ia adquirindo um molde. Ela passou a ser necessariamente vista como um padrão constituído por uma figura paterna, uma materna e filhos. Foi chamada de família nuclear e até hoje permeia as mentes de muitas pessoas por aí. Não é loucura se dizer que a família nuclear, nos tempos de hoje e até há algum tempo atrás, já não se constitui mais como nuclear. Bases familiares estão sendo construídas das mais diversas formas e estão sendo reconstituídas também. Uma família que pode ter iniciado nuclear, encontra uma separação dos pais, que se casam novamente ou simplesmente dividem os filhos, ou a convivência com eles. Algumas famílias já se formam diferentemente, com mães solteiras, mães adolescentes e avós, pais solteiros e até famílias homossexuais, que têm gerado discussões acerca da adoção para a parentalidade gay. Enfim, não há mais como defender a família nuclear como um modelo ideal. Nas condições culturais e sociais atualmente, é normal ver famílias sendo construídas dessas formas diversas e tendo plena felicidade como qualquer outra. &lt;br /&gt;Ainda falando de família, e tendo-a como unidade fundamental para a formação da criança e do adolescente, podem-se discutir questões sociais de emergência que têm colaborado muito para o advento ou para o crescimento de situações de perigo envolvendo essas crianças e adolescentes. Estou falando das condições de vida a que muitas famílias estão submetidas, trazendo uma questão sistêmica. O convívio dos membros fica alterado, o bem-estar familiar fica alterado, a visão de mundo e a perspectiva de futuro da família ficam anteradas. A miséria, por exemplo, que assombra várias famílias brasileiras, traz a desesperança aos pais de diversas crianças e adolescentes acerca de como educá-las, como dar a elas subsídios para a sobrevivência. Evidenciam-se abandonos, condições cada vez mais precárias de vida, ausência de escolarização para os filhos, o que resulta em uma sobrevivência à margem da sociedade. &lt;br /&gt;Sem uma família, ou sem condições internas que segurem uma criança emocionalmente e fisicamente, o menor "cai na vida". Em que lugar desse país não são vistas crianças nas ruas, em péssimas condições de sobrevivência, pedindo dinheiro, roubando, cheirando cola? Isso é apenas o mínimo do que ocorre com essas pessoas. Uma mente ainda não totalmente estruturada como a de uma criança que mal teve bases familiares para se formar como cidadã, possui ideais de ganho de vida ou de sobrevivência que perpassam a moral ou os direitos alheios. Para uma criança violentada, abusada, abandonada, que está acostumada a ver uma vida de desgraça de perto, matar ou roubar os outros não é nada. &lt;br /&gt;Talvez devêssemos parar para nos perguntar o que essas crianças estão sentindo ou pensando quando batem à nossa janela do carro pedindo alguma ajuda. Talvez a reação ou a resposta mais fácil seja fechar o vidro, continuar olhando pra frente ignorando-as, dizendo que não tem dinheiro, da forma mais ríspida possível. O preconceito e o descompromisso das pessoas com essas questões é um dos fatores que mais colaboram para a continuação dessa exclusão social e desse crescimento da marginalidade. É claro que crianças e adolescentes que se percebem negligenciadas pela sociedade são tomadas por raiva e desespero e tendem a se tornar cada vez mais agressivas ou tendem a se entregar a uma sobrevida, até o dia em que não tiverem mais o que fazer. &lt;br /&gt;Que dia serão feitas políticas públicas que tragam resoluções para essas pessoas? Que dia serão feitas intervenções nas famílias em crise? Que dia poderemos pegar na mão dessas crianças e desses adolescentes e levar para instituições onde terão extremo apoio, escolarização e saúde? Instituições de verdade, que tenham um sistema organizado, bem diferentes das já existentes atualmente.&lt;br /&gt;Acho que há muitas pessoas com idéias e ideais brilhantes por aí, mas estão contempladas por um desamparo aprendido, vendo que todo o resto da sociedade simplesmente não liga ou não quer se responsabilizar por algo do gênero. Antes de tudo, precisávamos ver o próximo como um ser humano semelhante, ver as crianças como seres que precisam de apoio e de instrução e ver que o futuro de um país inteiro, não somente o meu ou o seu futuro, depende de como todas essas pessoas construirão suas vidas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811816829404226301-2391183906880151180?l=pensamentosmolinergicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/feeds/2391183906880151180/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/2010/03/da-familia-marginalizacao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811816829404226301/posts/default/2391183906880151180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811816829404226301/posts/default/2391183906880151180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/2010/03/da-familia-marginalizacao.html' title='Da família à marginalização • From family to marginalization'/><author><name>Ana Molina da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17237194097792270636</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-tb6XJKwJGzo/Tpz0I-_MfrI/AAAAAAAAAVQ/DYkefbUTP8o/s220/nova%2B%25282%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_3HcMPikx7ME/S5g1hpTxk5I/AAAAAAAAAMg/Z1Vi-WH5Smo/s72-c/a-arte-de-ser-familia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811816829404226301.post-7835270968596645467</id><published>2010-02-12T12:37:00.000-08:00</published><updated>2012-01-29T17:12:02.736-08:00</updated><title type='text'>Aptidão mental em concursos públicos • Mental requirements for public services</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_3HcMPikx7ME/S3XFl9blPNI/AAAAAAAAAMQ/LUKUyuzxmcI/s1600-h/quebra_cabeca.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437469381055823058" src="http://4.bp.blogspot.com/_3HcMPikx7ME/S3XFl9blPNI/AAAAAAAAAMQ/LUKUyuzxmcI/s320/quebra_cabeca.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 131px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não é novidade se falar em exames de aptidão física e mental em Concursos Públicos atualmente. Mas será certo avaliar os candidados em relação a um critério que pode ser completamente enviesado ou subjetivo, em se falando de aptidão mental? Será que está previsto em lei selecionar pessoas com características previamente escolhidas para o exercício de um cargo público específico?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Constituição Federal, ao dispor sobre os Concursos Públicos, afirma o seguinte:&lt;br /&gt;"Art. 37 - A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:&lt;br /&gt;I - os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei, assim como aos estrangeiros, na forma da lei;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou segundo o O Estatuto do Servidor Público Federal, lei n.º 8.112, de 11 de dezembro de 1990, em seu art. 5º:&lt;br /&gt;"Art. 5º São requisitos básicos para investidura em cargo público:&lt;br /&gt;VI - aptidão física e mental."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os exames psicotécnicos, como são chamados, constituem em baterias de testes psicológicos, entrevistas, dinâmicas em grupo entre outras atividades que tragam resultados concretos sobre uma aptidão mental do candidato ao exercício do cargo, seja ele qual for. Esse exame é de realização restrita ao psicólogo, ou estagiários de psicologia supervisionados por psicólogos experientes. Mas o que é teste psicológico? Segundo o Conselho Federal de Psicologia, teste psicológico "se define como sendo uma amostra objetiva e padronizada de um comportamento, cuja função implica em mensurar diferenças entre indivíduos e suas reações, em situações diversas". No contexto de seleção em Concurso Público, o psicotécnico vem a "medir" aspectos que terão extrema importância na carreira. Pode-se, por isso, desclassificar um candidato que apresentou desempenho inquestionável na prova objetiva mas, no exame psicológico, manifestou características de personalidade ou desempenhos intelectuais em níveis insatisfatórios para o previsto para o cargo. Esses exames têm encontrado muita resistência, pelo questionamento acerca da possibilidade de encerrarem em métodos muito subjetivos e incompletos de se avaliar uma pessoa como um todo. É importante se ter em mente que testes psicológicos, sozinhos, não são capazes de predizer totalmente uma candidato. É necessária uma investigação completa e profunda. Outro fato a ser lembrado é que, por lei, nenhum candidato pode ser discriminado ou excluído da possibilidade de exercer um cargo, caso a instituição avaliadora esteja procurando um perfil específico e fechado, para um cargo público. Talvez isso seja permitido em um âmbito empresarial privado. Mas não para um cargo público. A aptidão mental talvez tenha implicações devastadoras aos candidatos que manifestem desequilíbrio ou características extremamente prejudiciais, dependendo das circunstâncias. Mas como saber se os exames foram feitos de forma correta? Como saber se o psicólogo examinador esteve desprovido de estereótipos e preconceitos pessoais ao avaliar os candidatos? Foram asseguradas as condições de isonomia e padronização dos procedimentos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao pesquisar sobre o assunto, a pedido do Thiago, encontrei um relato de um candidato à Academia de Polícia Militar. Pelo dito, fica claro que o psicotécnico para esse cargo avalia pontos como inteligência (em suas diversas esferas), raciocínio verbal, abstrato, atenção concentrada, entre outros e, também, avalia a personalidade do candidato, utilizando testes projetivos, que levantarão características de conduta, personalidade e emocional. Por fim, ainda são citadas características incompatíveis para o exercício do cargo, como atitude defensiva, rebeldia, falta de energia, agressão, temperamento explosivo, entre outros. Uma outra etapa da avaliação seria observar o candidato em grupo, avaliando se ele possui facilidade em atuar em grupo e em desenvolver estratégias para lidar com situações- problema. Já na entrevista individual, o psicólogo finalizaria sua investigação, depurando os dados já obtidos anteriormente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De forma resumida, o psicotécnico para a Polícia Militar, teoricamente, envolve uma cadeia de avaliações, em âmbitos diferentes, para se chegar a uma conclusão eficiente e segura. O que é muito importante. Alguns aspectos poderiam ser questionados ao analisar essa forma de avaliação. Por exemplo, não consigo parar de pensar que os candidatos se sentem intimidados e completamente inseguros com esse tipo de "prova". Apesar da padronização e isonomia do processo, tenho certeza que os candidatos se sentem inseguros e muito suscetíveis a "fazerem besteira", comportarem-se de forma estranha ou não conseguirem cumprir atividades da melhor maneira possível. Talvez esse desafio também seja uma provação para o candidato que, preparado para lidar com situações- problema, encare o psicotécnico como algo possível de ser resolvido e executado com facilidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente, é dito que, teoricamente, os candidatos que tenham sido desclassificados por um psicotécnico têm todo um aparato profissional para tirarem suas dúvidas e esclarecerem o motivo da desclassificação. Isso acontece de fato?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando aos aspectos avaliados, como definir inteligência e os diversos raciocínios? Como os testes psicológicos podem avaliar e trazerem resultados seguros acerca dessas instâncias? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida falarei mais sobre isso...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811816829404226301-7835270968596645467?l=pensamentosmolinergicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/feeds/7835270968596645467/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/2010/02/aptidao-mental-em-concursos-publicos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811816829404226301/posts/default/7835270968596645467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811816829404226301/posts/default/7835270968596645467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/2010/02/aptidao-mental-em-concursos-publicos.html' title='Aptidão mental em concursos públicos • Mental requirements for public services'/><author><name>Ana Molina da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17237194097792270636</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-tb6XJKwJGzo/Tpz0I-_MfrI/AAAAAAAAAVQ/DYkefbUTP8o/s220/nova%2B%25282%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_3HcMPikx7ME/S3XFl9blPNI/AAAAAAAAAMQ/LUKUyuzxmcI/s72-c/quebra_cabeca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811816829404226301.post-5512220190688324931</id><published>2009-12-07T16:14:00.000-08:00</published><updated>2012-01-29T17:00:25.997-08:00</updated><title type='text'>Distúrbios de Aprendizagem e TDAH • Learning Disorders and ADHD</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A moda do século é dizer que crianças têm TDAH ou Distúrbios de Aprendizagem, assim como adultos têm Transtorno Bipolar. O indignante é pensar que várias das crianças ou adolescentes que realmente sofrem desses distúrbios ou transtornos não têm acesso à informação ou a testes e consultas que comprovem que o baixo rendimento escolar pode ter uma explicação científica.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por sorte, tive a oportunidade de fazer parte de um Projeto de Extensão no Hospital Universitário de Brasília. Somos um grupo de quatro estudantes, acompanhadas por um neuropediatra e supervisionadas por uma doutora em Psicologia. No ambulatório de neurologia do hospital, atendemos crianças de 6 a adolescentes de 16 anos e 11 meses, todos com queixas envolvendo dificuldade de aprendizagem, agressividade, memória ruim, agitação extrema e/ou falta de atenção. 99% das crianças que atendemos são da rede pública e poucas delas estudam em escolas que respeitam as regras de atenção particular às crianças que precisam de adaptações curriculares ou adaptações de material ou turmas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um lado, conseguimos perceber que realmente há muitas crianças com dificuldades em aprender ou manter atenção por muito tempo. Mas até que ponto podemos culpá-las por isso? Como não pensar que a escola está tendo problemas em passar o conteúdo? Como não se perguntar se a criança passa por algum tipo de estresse, depressão ou falta de incentivo e estímulo aos estudos? Talvez essa seja a maior dificuldade para profissionais que avaliam o desempenho escolar das crianças. É muito fácil diagnosticá-los com distúrbios e transtornos, se no fundo, em grande parte dos casos, é a escola que está pecando. A avaliação precisa ser feita em um âmbito muito maior do que em um ambulatório de hospital. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os testes psicológicos por muito tempo foram vistos como negativos e rotuladores. Muitos psicólogos fizeram uso dos testes e tiverem vieses terríveis em seus resultados. Muitos também não divulgaram os resultados para os sujeitos participantes. A verdade é que os testes psicológicos validados têm toda a capacidade de trazerem resultados confiáveis. O WISC-III, que é o teste que utilizamos, avalia a inteligência da criança, em uma perspectiva teórica  bem ampla. Apesar de os resultados serem em QI e Índices Fatoriais, há a possibilidade de avaliarmos muitos aspectos do paciente e chegarmos em uma conclusão boa. Mas é realmente indispensável o bom treinamento para examinadores que fizerem o uso do WISC. Há uma responsabilidade enorme na mão dessas pessoas e há pacientes esperando por resultados que podem mudar suas vidas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, o papel do psicólogo tem se tornado muito abrangente e não consigo desvincular essa profissão da grande obrigação de zelar eticamente pelo bem estar dos pacientes ou de qualquer pessoa que estiver envolvida com uma intervenção psicológica. Acredito que ainda falta muito investimento acadêmico em oportunidades, estágios, matérias, materiais, etc, que desenvolvam cada vez mais o conhecimento e a habilidade de estudantes de psicologia para a atuação real, para o cara a cara. Acredito também que falta um pouco de interesse nos estudantes em aprofundar seus conhecimentos. Se todos que atuam na área da saúde colaborarem para a prevenção do erro em diagnósticos enviesados, a banalização dos transtornos acaba de uma vez por todas. Estão em falta profissionais que direcionem essas famílias desesperadas a uma resposta aos sintomas dos filhos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811816829404226301-5512220190688324931?l=pensamentosmolinergicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/feeds/5512220190688324931/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/2009/12/disturbios-de-aprendizagem-e-tdah.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811816829404226301/posts/default/5512220190688324931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811816829404226301/posts/default/5512220190688324931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/2009/12/disturbios-de-aprendizagem-e-tdah.html' title='Distúrbios de Aprendizagem e TDAH • Learning Disorders and ADHD'/><author><name>Ana Molina da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17237194097792270636</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-tb6XJKwJGzo/Tpz0I-_MfrI/AAAAAAAAAVQ/DYkefbUTP8o/s220/nova%2B%25282%2529.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811816829404226301.post-9101521563574870035</id><published>2009-09-14T11:26:00.000-07:00</published><updated>2009-09-14T11:47:08.354-07:00</updated><title type='text'>Rapport</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_3HcMPikx7ME/Sq6Ocxh5lQI/AAAAAAAAALA/Y_VwfeEGgnk/s1600-h/sol.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381395229737325826" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_3HcMPikx7ME/Sq6Ocxh5lQI/AAAAAAAAALA/Y_VwfeEGgnk/s320/sol.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É intrigante pensar nas magias de um Rapport. O contato inicial, a confiança, o vínculo, diga-se de passagem.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um âmbito terapêutico, imagine quantas particularidades e subjetividades não devem fazer parte desse contato inicial, que influenciará a adesão até o final do "tratamento" ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pessoa vai em busca de ajuda e carrega com ela um universo. Por trás de queixas somáticas, podem existir causas emocionais fortíssimas. É uma caixa sem fundo, que está prestes a ser desmembrada aos poucos. Se essa pessoa nunca teve um ponto de apoio e esse Rapport é idealmente estabelecido, ela encontra ali a sua fortaleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas reflexões sobre esse vínculo terapêutico tem me levantado questões que mexem comigo. O fato de precisarmos saber o que vem do outro e o que é parte de nós é um limiar tão fino e tão pequeno, que julgo privilegiados os profissionais que possuem esse controle. Não é por acaso que nos é recomendada a terapia. Quando sabemos exatamente o que nos toca e quando conseguimos deixar isso tudo dentro do armário para sermos apenas profissionais, conseguimos estabelecer um vínculo acolhedor, mas ao mesmo tempo impessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho fácil se pensar que, se há uma imagem de psicólogo construída socialmente e há um bom tempo, pacientes se sentem amedrontados em buscar esse tipo de ajuda, seja para fazer uma entrevista diagnóstica, seja para iniciar um tratamento. Por incrível que pareça, há vários "profissionais" por aí que não possuem a habilidade de trazer conforto e aconchego, posicionam-se como os donos da verdade, são arrogantes e preconceituosos. É por isso que as questões pessoais que carregamos conosco devem ficar para trás quando assumimos uma postura profissional e assumimos um dever ético diante dessas pessoas. Já não é fácil passar por esse tipo de experiência, porque muitas vezes não se tem um completo insight do que ocorre, ou quando se tem, está em brando sofrimento. Se não há alguém, em posição de transferência, para amenizar essa ansiedade, que tipo de Rapport será estabelecido? Que tipo de abertura ou conforto o paciente sentirá para abrir sua história?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de tudo, o caráter humano deve se sobressaír nessas relações. Não devemos deixar os limites de lado, porque cada ser humano possui os seus. O contrato inicial também não pode cambalear, pois o vínculo terapêutico depende desse ponto firme, mas o principal instrumento do psicólogo deve estar inteiro e completo: ele mesmo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811816829404226301-9101521563574870035?l=pensamentosmolinergicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/feeds/9101521563574870035/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/2009/09/rapport.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811816829404226301/posts/default/9101521563574870035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811816829404226301/posts/default/9101521563574870035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/2009/09/rapport.html' title='Rapport'/><author><name>Ana Molina da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17237194097792270636</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-tb6XJKwJGzo/Tpz0I-_MfrI/AAAAAAAAAVQ/DYkefbUTP8o/s220/nova%2B%25282%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_3HcMPikx7ME/Sq6Ocxh5lQI/AAAAAAAAALA/Y_VwfeEGgnk/s72-c/sol.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811816829404226301.post-5952689779751966468</id><published>2009-05-24T19:09:00.000-07:00</published><updated>2012-01-29T16:59:12.333-08:00</updated><title type='text'>Zona de Desenvolvimento Proximal • Zone of proximal development</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_3HcMPikx7ME/ShoGaLO1OmI/AAAAAAAAAJE/AJPHN2W32zw/s1600-h/desenvolvimento.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339587354962508386" src="http://2.bp.blogspot.com/_3HcMPikx7ME/ShoGaLO1OmI/AAAAAAAAAJE/AJPHN2W32zw/s320/desenvolvimento.JPG" style="cursor: hand; float: left; height: 217px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 237px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que vem primeiro, o desenvolvimento ou a aprendizagem?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há teóricos que defendem que o desenvolvimento vem antes da aprendizagem. Não que essas teorias estejam erradas, mas será que podemos limitar a aprendizagem a fases separadas da vida? Quero dizer, será que só é possível e saudável aprender a ler quando atingimos os seis anos de idade? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há teorias que dizem que desenvolvimento e aprendizagem ocorrem de forma concomitante. Há teorias que dizem até que essa relação se dá mais ou menos como uma forma de reflexo. Isso mesmo, reflexo. É como se o ambiente demandasse uma resposta. Por reflexo, damos essa resposta e ela se torna um aprendizado para nós. A partir desse dia, essa resposta foi "internalizada" e ela se dá conforme o desenvolvimento ocorre. Fases diferentes demandam reflexos ou respostas diferentes, o que deixa a prendizagem cada vez mais complexa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por último, há a teoria de que desenvolvimento e aprendizagem estão intimamente ligadas, mas o aprendizado é que puxa o desenvolvimento. As teorias de Vygostsky sustentam que o indivíduo não precisa ter alcançado uma fase do desenvolvimento específica para conseguir aprender algo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Todos temos um desenvolvimento real, que é tudo aquilo que já aprendemos e conseguimos realizar sozinhos. Todos temos também um desenvolvimento potencial. Tudo aquilo que poderemos alcançar de alguma forma e tornar desenvolvimento real um dia. A distância entre ambos foi nomeada como Zona de Desenvolvimento Proximal. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Qualquer ser humano, com o auxílio de mediação, seja de um adulto, seja de outra pessoa um pouco mais experiente, consegue transformar sua experiência social em aprendizado. É disso que a ZDP fala. Essa mediação pode ser fundamental para que essa aprendizagem ocorra. E o melhor disso tudo é que o indivíduo se apropria do que foi aprendido e o transforma em desenvolvimento real.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Voltando tudo isso para o assunto de inclusão, não seria plausível concluir que quando aplicamos rótulos a pessoas com necessidades especiais, estamos ignorando todo o conceito de ZDP? Quando um laudo é feito, detalhando tudo o que o indivíduo é incapaz de fazer, não estamos fadando o sujeito a uma posição estável para o resto da vida? O que a inclusão pode fazer para que isso não ocorra? Será que colocar um aluno de inclusão dentro de uma sala de aula, tendo em vista apenas suas dificuldades e tudo o que ele nunca conseguirá fazer é realmente incluír?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mais detalhes sobre essa reflexão em breve....&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811816829404226301-5952689779751966468?l=pensamentosmolinergicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/feeds/5952689779751966468/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/2009/05/zona-de-desenvolvimento-proximal.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811816829404226301/posts/default/5952689779751966468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811816829404226301/posts/default/5952689779751966468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/2009/05/zona-de-desenvolvimento-proximal.html' title='Zona de Desenvolvimento Proximal • Zone of proximal development'/><author><name>Ana Molina da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17237194097792270636</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-tb6XJKwJGzo/Tpz0I-_MfrI/AAAAAAAAAVQ/DYkefbUTP8o/s220/nova%2B%25282%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_3HcMPikx7ME/ShoGaLO1OmI/AAAAAAAAAJE/AJPHN2W32zw/s72-c/desenvolvimento.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811816829404226301.post-589117356252988217</id><published>2009-03-31T17:54:00.000-07:00</published><updated>2012-01-29T16:58:00.895-08:00</updated><title type='text'>A inclusão e os portadores de necessidades especiais • The inclusion and special needs</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_3HcMPikx7ME/SdK8eXoBGvI/AAAAAAAAAI8/HQS5Ahi5NgA/s1600-h/imagempacientespecial.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5319521339801934578" src="http://3.bp.blogspot.com/_3HcMPikx7ME/SdK8eXoBGvI/AAAAAAAAAI8/HQS5Ahi5NgA/s320/imagempacientespecial.jpg" style="cursor: hand; float: left; height: 181px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 227px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;O conceito "portador de necessidades especiais" só passou a ser usado, para designar pessoas que necessitam de uma atenção maior por qualquer limitação ou condição que venha a trazer uma dificuldade em algumas atividades, quando se percebeu que esses portadores possuem alma como todos os seres humanos do mundo. Antigamente, falar em "idiotas" ou "deficientes" ou até mesmo "excepcionais" era falar de uma faixa da população que devia ser isolada dos demais, que era incapacitada de se desenvolver de forma "normal" e, portanto, devia estar aqui por algum castigo, possessão, etc. Esse pessoal incluía pobre, ladrão, prostituta, "degenerados", loucos, "idiotas". Toda a massa excluída e "anormal" da sociedade tinha que ser isolada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não é difícil se pensar, portanto, que se não havia uma legislação brasileira que garantisse educação (no mínimo primária) para todos, não havia essa garantia para essa faixa excluída da sociedade. Com o avanço industrial no Brasil, com a demanda de trabalhadores, com a chegada de uma grande população rural para o espaço urbano, foram percebendo a quantidade de analfabetismo existente no país e como a educação pode ser importante para o desenvolvimento de uma sociedade produtiva. Começou um movimento médico higienista e pedagógico que tomava conta tanto dos espaços familiares quanto dos espaços escolares. O ideal era a "produção" de um homem "limpo", num modelo capitalista para suprir as necessidades produtivas do país, um homem ativo, branco, heterossexual, desprovido de problemas mentais e físicos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Algumas instituições para excepcionais (e esse termo já caiu em desuso) foram abertas no Brasil há muito tempo. Mas as escolas só começaram a admitir essas pessoas depois de muito tempo. Ainda assim, o conceito de segregação continuava ativo: os normais deviam ficar de um lado, os anormais de outro. Essa pedagogia médica influenciou o contexto escolar trazendo um conceito de que já que os portadores de necessidades especiais tinham dificuldades e limitações, eles precisavam de estudos e atenções diferentes, logo, era preciso abrir uma turma especial para eles. Ainda que no mesmo espaço físico que os demais, os portadores de necessidades especiais permaneciam em segregação, em discriminação e exclusão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apenas em 1946 foi dada à União a capacidade de criar leis que incluíssem o direito à escolarização. Mas apenas em 1961 foi criada a primeira lei com esse objetivo. Foi a Lei de Diretrizes e Bases que dava o direito à matrícula para todas as crianças no ensino público e gratuito. Desde essa época até 1996, quando foi criada a LDBEN, houve um crescimento acelerado na área da educação, mas o que se percebia era que apenas as instituições privadas lidavam com os casos mais severos de deficiências. As instituições públicas continuavam lidando apenas com os casos mais leves. O movimento educacional, por isso, foi movido muito mais por uma iniciativa privada do que por uma iniciativa pública. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando o portador de necessidades especiais passou a ser pauta nos assuntos educacionais, começou o uso do termo "inclusão". Mas o que é inclusão?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Será que apenas tirar o portador de uma classe especial significa incluír? Ou será que colocá-lo dentro de uma turma com todos os tipos de condições e negligenciar atenção especial é inclusão? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dizer que "todo cidadão tem o direito à educação igual para todos"é uma intenção legal ao se falar em inclusão, mas também ingênua. É claro que portadores de necessidades especiais terão dificuldade em acompanhar plenamente o ritmo da turma, é claro que nem todo material será apropriado para eles, é claro que a estrutura física da instituição não será sempre a adequada. Então educação para todos, sim. Educação igual, não. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A inclusão deve existir tendo consciência de que ainda há diferença. O portador de necessidades especiais deve ter o direito de participar de turmas convencionais, mas também deve ter o direito a um atendimento diferenciado. Os profissionais devem estar capacitados para saberem lidar com a situação, o material deve ser apropriado para cada tipo de deficiência, a estrutura física escolar deve ser diferenciada e, mais que tudo, deve-se manter o pensamento de que ver o portador de necessidades especiais como um portador de limitações é negligenciar suas potencialidades. Rotular um portador como incapaz é dar as costas para a inclusão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tive a oportunidade de participar de um curso de extensão no SARAH esse semestre. Nós lidamos com crianças com lesões cerebrais. O projeto 5D, como é chamado, tem por objetivo trazer essas crianças para uma interação em que estão presentes jogos, desafios, estimulação motora e cognitiva. São deixadas de lado as limitações e as faltas e são trazidas as potencialidades. Ali, o propósito é manter igualdade, é promover uma interação em que nós aprendemos com eles e eles aprendem conosco. É uma microcultura composta por toda a equipe, por nós, pelas crianças, pela família e pelas atividades que exercitamos lá. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Essa vivência traz muita reflexão sobre esse conceito de inclusão. Apesar de parecer um sistema de "classe especial", o projeto 5D faz questão de integrar tudo o que está ao redor dessas crianças para não trazer a idéia de que elas estão sendo excluídas, que estão sendo encaradas como um grupo segregado. A filosofia ali dentro é a de esquecer as condições em que eles estão e interagir de forma plena, ajudando quando for necessário, mas entrando lá com o intuito de vencer muitos desses desafios. Isso eu posso chamar de inclusão. E é fascinante entrar no SARAH e perceber que já existe uma estrutura, que parece de outro mundo, exercitando esse conceito que devia ser global.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acho que, ao falarmos de inclusão, a educação brasileira tem muito a aprender ainda. Mas percebo que as intenções estão num desenvolvimento acelerado e que é muito possível chegar onde se precisa para haver esse exercício. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811816829404226301-589117356252988217?l=pensamentosmolinergicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/feeds/589117356252988217/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/2009/03/inclusao-e-os-portadores-de.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811816829404226301/posts/default/589117356252988217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811816829404226301/posts/default/589117356252988217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/2009/03/inclusao-e-os-portadores-de.html' title='A inclusão e os portadores de necessidades especiais • The inclusion and special needs'/><author><name>Ana Molina da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17237194097792270636</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-tb6XJKwJGzo/Tpz0I-_MfrI/AAAAAAAAAVQ/DYkefbUTP8o/s220/nova%2B%25282%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_3HcMPikx7ME/SdK8eXoBGvI/AAAAAAAAAI8/HQS5Ahi5NgA/s72-c/imagempacientespecial.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811816829404226301.post-6077173667496748099</id><published>2009-02-07T10:11:00.000-08:00</published><updated>2012-01-29T16:54:51.736-08:00</updated><title type='text'>Esquizofrenia • Schizophrenia</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_3HcMPikx7ME/SY3PRy25i5I/AAAAAAAAAGA/GxIT3iaLfL4/s1600-h/esquizofrenia.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5300120241101704082" src="http://4.bp.blogspot.com/_3HcMPikx7ME/SY3PRy25i5I/AAAAAAAAAGA/GxIT3iaLfL4/s320/esquizofrenia.JPG" style="cursor: hand; float: left; height: 181px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 231px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;A esquizofrenia é um caso mais grave de psicose cujas origens ainda não estão bem descobertas. Algumas pesquisas apontam para uma possível causa hereditária para a doença. Sabe-se que muitos fatores podem contribuir para o aparecimento da esquizofrenia, tanto sociais, quanto fisiológicos. Mas se a genética contribui para esse caso, provavelmente envolve uma quantidade considerável de genes para a manifestação da doença. Pois se pais esquizofrênicos tivessem filhos e o gene para a doença fosse dominante, necessariamente algum filho teria esquizofrenia. Também se imagina que algumas pessoas podem ter alguns dos genes responsáveis pela esquizofrenia, mas sozinhos não são suficientes para que a doença se manifeste. Essas pessoas podem ser suscetíveis ao desenvolvimento da doença, dependendo de outros fatores. As pesquisas estão avançando para a descoberta e podem chegar a responder qual a origem da doença e como ela ocorre.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;A esquizofrenia se manifesta com dois tipos de sintomas. Compreendem-se por sintomas positivos os distúbrios de pensamento, a alucinação e os delírios. Esses sintomas estão relacionados a problemas dopaminérgicos, ou seja, bioquímicos. Embora ainda não se tenha a resposta concreta para o que, exatamente, ocorre com o neurotransmissor ou com os seus receptores, para que os sintomas ocorram. Já os sintomas negativos relacionam-se com uma lesão cerebral, como ausência de "comportamentos normais", monotonia da resposta emocional, pobreza de discurso, incapacidade de vivenciar prazer e isolamento social. Esses sintomas se manifestam também em outras patologias que se caracterizam por lesões cerebrais, principalmente nos lobos frontais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;A hipótese dopaminérgica vem para tentar explicar os sintomas positivos da doença. Muitos medicamentos foram produzidos para diminuirem os sintomas da esquizofrenia e todos eles possuem uma propriedade em comum: bloqueiam os receptores de dopamina, um dos neurotransmissores produzidos pelos neurônios. Um desses medicamentos é a clorpromazina, que alivia os sintomas positivos e traz uma boa mudança na atitude dos pacientes diminuindo ou até exterminando a taxa de delírios e alucinações. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;Não se sabe ainda se os problemas dopaminérgicos se dão pela hipersensibilidade dos receptores, pela grande produção de dopamina, pela quantidade muito pequena de receptores ou por qualquer outro motivo. O que se sabe é que a clozapina, uma droga muito utilizada para o tratamento da doença, atua muito mais em receptores D3 e D4, localizados no núcleo acumbens do que nos receptores D2, localizados no neoestriado (algumas drogas atuam nesses receptores). A diferença é que muitas das drogas que atuam nos receptores D2 trazem efeitos colaterais muito parecidos com os da doença de Mal de Parkinson como lentidão dos movimentos, fraqueza e falta de expressão facial. Mas algumas podem ser responsáveis por um problema motor chamado discinesia tardia, que se caracteriza por um retardo dos movimentos, com tiques faciais, protusão da lingua, franzimento dos lábios e até contorção das mãos e do tronco em alguns casos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;Essa doença é instigante e ao mesmo tempo assustadora. Como deve ser ter alucinações auditivas ou delírios tão fortes a ponto de sentir que há alguém te perseguindo o tempo todo? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;De onde ela vem e por que algumas pessoas são suscetíveis aos sintomas mais fortes da doença? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811816829404226301-6077173667496748099?l=pensamentosmolinergicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/feeds/6077173667496748099/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/2009/02/esquizofrenia.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811816829404226301/posts/default/6077173667496748099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811816829404226301/posts/default/6077173667496748099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/2009/02/esquizofrenia.html' title='Esquizofrenia • Schizophrenia'/><author><name>Ana Molina da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17237194097792270636</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-tb6XJKwJGzo/Tpz0I-_MfrI/AAAAAAAAAVQ/DYkefbUTP8o/s220/nova%2B%25282%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_3HcMPikx7ME/SY3PRy25i5I/AAAAAAAAAGA/GxIT3iaLfL4/s72-c/esquizofrenia.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811816829404226301.post-4772435950888299237</id><published>2009-01-31T10:59:00.000-08:00</published><updated>2009-01-31T11:09:27.016-08:00</updated><title type='text'>Selo =)</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_3HcMPikx7ME/SYSfxpVkfwI/AAAAAAAAAF4/emfgXJtx8Jo/s1600-h/olhaquemaneiro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297534736953278210" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 131px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_3HcMPikx7ME/SYSfxpVkfwI/AAAAAAAAAF4/emfgXJtx8Jo/s320/olhaquemaneiro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O Renato me deu o primeiro selo do "olha que blog maneiro" (de coração)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Obrigada, Renato! É muito bom saber que estou entre os dez blogs maneiros da sua lista!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ps: Aos que eu der o selo, não precisam retribuir, ok?&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Meus dez blogs de preferência são:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://analisesimpatica.blogspot.com/"&gt;http://analisesimpatica.blogspot.com/&lt;/a&gt; (ixe, terceiro selo? =) )&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://cartasinacabadas.blogspot.com/"&gt;http://cartasinacabadas.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://opellicano.blogspot.com/"&gt;http://opellicano.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://saladeterapia.blogspot.com/"&gt;http://saladeterapia.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://falaciasdajujuba.blogspot.com/"&gt;http://falaciasdajujuba.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://sonhosdeloucos.blogspot.com/"&gt;http://sonhosdeloucos.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://mahhferreira.blogspot.com/"&gt;http://mahhferreira.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://lilybandeira.blogspot.com/"&gt;http://lilybandeira.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://loucas-palavras.blogspot.com/"&gt;http://loucas-palavras.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://miltondf.blogspot.com/"&gt;http://miltondf.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;regras:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;1- Exiba a imagem do selo “Olha Que Blog Maneiro” Que vc acabou de ganhar!!!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;2- Poste o link do blog que te indicou.(muito importante!!!)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;3- Indique 10 blogs de sua preferência;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;4- Avise seus indicados;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;5- Publique as regras;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;6- Confira se os blogs indicados repassaram o selo e as regras;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;7- Envie sua foto ou de um(a) amigo(a) para olhaquemaneiro@gmail.com juntamente com os 10 links dos blogs indicados para verificação. Caso os blogs tenham repassado o selo e as regras corretamente, dentro de alguns dias você receberá 1 caricatura em P&amp;amp;B !&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811816829404226301-4772435950888299237?l=pensamentosmolinergicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/feeds/4772435950888299237/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/2009/01/selo.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811816829404226301/posts/default/4772435950888299237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811816829404226301/posts/default/4772435950888299237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/2009/01/selo.html' title='Selo =)'/><author><name>Ana Molina da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17237194097792270636</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-tb6XJKwJGzo/Tpz0I-_MfrI/AAAAAAAAAVQ/DYkefbUTP8o/s220/nova%2B%25282%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_3HcMPikx7ME/SYSfxpVkfwI/AAAAAAAAAF4/emfgXJtx8Jo/s72-c/olhaquemaneiro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811816829404226301.post-8676513755496280254</id><published>2009-01-24T10:17:00.000-08:00</published><updated>2012-01-29T16:54:11.183-08:00</updated><title type='text'>Ilusão • Illusion</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_3HcMPikx7ME/SXteknA6BsI/AAAAAAAAAFw/T76PWmrDXTA/s1600-h/cubo+de+necker.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5294929769945237186" src="http://2.bp.blogspot.com/_3HcMPikx7ME/SXteknA6BsI/AAAAAAAAAFw/T76PWmrDXTA/s320/cubo+de+necker.jpg" style="cursor: hand; float: left; height: 270px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 300px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_3HcMPikx7ME/SXteGKDhZtI/AAAAAAAAAFo/eyiagwPkhm4/s1600-h/cubo+de+necker.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_3HcMPikx7ME/SXtcwP3O8oI/AAAAAAAAAFg/PZkx6uNsMXk/s1600-h/cubos.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5294927770865824386" src="http://4.bp.blogspot.com/_3HcMPikx7ME/SXtcwP3O8oI/AAAAAAAAAFg/PZkx6uNsMXk/s320/cubos.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 209px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 277px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;                                                                                     &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Observe a figura 02 por alguns segundos. Você deve notar que sua perspectiva muda. Essa figura é um exemplo de figuras &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;reversíveis&lt;/span&gt; ou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;multiestáveis&lt;/span&gt;, que possuem informações de profundidade &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;ambiguas&lt;/span&gt;, podendo gerar diferentes percepções. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A teoria da adaptação &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;seletiva&lt;/span&gt; explica esta ilusão partindo do pressuposto de que diferentes canais visuais são responsáveis pela percepção de cada variação da figura. Esses canais são &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;antagônicos&lt;/span&gt; n&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;o&lt;/span&gt; sentido de permitirem que apenas uma variação seja percebida por vez.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por isso, vamos supor que primeiramente tenha se enxergado os cubos empilhados no sentido de baixo para cima. Ao ocupar por alguns segundos o canal visual para essa orientação, ela é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;seletivamente&lt;/span&gt; adaptada e sofre uma fadiga gradual. Então o canal visual alternativo entra em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;ação&lt;/span&gt; e a outra orientação da figura, que agora seria com os cubos empilhados de cabeça para baixo, é percebida. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esse ciclo se repete. Mas sua velocidade de inversão fica progressivamente maior, até que as sucessões passam a ocorrer de forma constante. O mesmo acontece com o famoso cubo de N&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;ecker&lt;/span&gt; (figura 01)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esses são apenas alguns exemplos das várias ilusões visuais. O interessante é saber que vários eventos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;perceptuais&lt;/span&gt; podem encerrar ambiguidades e fornecerem imagens ilusórias e distorcidas do ambiente físico. Será que o que você vê, é o que realmente existe?  =)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811816829404226301-8676513755496280254?l=pensamentosmolinergicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/feeds/8676513755496280254/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/2009/01/iluso.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811816829404226301/posts/default/8676513755496280254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811816829404226301/posts/default/8676513755496280254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/2009/01/iluso.html' title='Ilusão • Illusion'/><author><name>Ana Molina da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17237194097792270636</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-tb6XJKwJGzo/Tpz0I-_MfrI/AAAAAAAAAVQ/DYkefbUTP8o/s220/nova%2B%25282%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_3HcMPikx7ME/SXteknA6BsI/AAAAAAAAAFw/T76PWmrDXTA/s72-c/cubo+de+necker.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811816829404226301.post-5246103650246056363</id><published>2009-01-11T12:11:00.000-08:00</published><updated>2012-01-29T16:53:45.466-08:00</updated><title type='text'>Fidelidade? • Fidelity?</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_3HcMPikx7ME/SWpYOoS7YyI/AAAAAAAAAFQ/pLGnEkbCzlI/s1600-h/fidelidade.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290137720658289442" src="http://2.bp.blogspot.com/_3HcMPikx7ME/SWpYOoS7YyI/AAAAAAAAAFQ/pLGnEkbCzlI/s320/fidelidade.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 244px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Falando de forma ridiculamente simples, os psicanalistas me perdoem, Lacan tem toda razão ao "desmembrar" o conceito de objeto do desejo e explicá-lo utilizando sua grande habilidade matemática. A diferença é que esse conceito é utilizado com outras palavras em outras frentes de estudos psicológicos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;De certo, todo ser humano que se preze possui um pouco de neurose e obsessão. É só pensar que nossos objetos de desejo sempre estão aquém daqueles que já possuímos. Quero dizer, nunca estamos completamente satisfeitos com os objetos de que já temos posse, pois "a grama do vizinho é sempre mais verde". Ou quando desejamos tanto objetos momentaneamente inalcançáveis e por ventura acabamos possuindo-os, logo eles perdem todo o valor de objeto do desejo e passamos a ter um outro objeto, obviamente temporariamente inalcançável.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Foi isso que me veio em mente ao ler uma reportagem sobre infidelidade. Além do fato de uma relação estar com problemas, para que um dos dois do casal tenha que apelar para uma relação "extraconjugal", vem também o pensamento de possivelmente todas as pessoas do mundo terem momentos de "fraqueza do objeto de posse". Como assim?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É como se todas as pessoas tivessem a capacidade de se entregarem para grandes amores e, mesmo completamente felizes, se estiverem em contato com contingências favoráveis, uma outra pessoa pode assumir um papel perfeito como o próximo objeto do desejo. Não apenas porque ela pode realmente ser interessante, mas porque no momento, ela é inalcançável. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O x da questão é que muitas pessoas não possuem consciência de que isso realmente ocorre e destróem relacionamentos de anos por conta de pequenos desejos e quando se dão conta, o objeto de desejo tão estimado perdeu seu valor e se arrependem de terem jogado tudo para o alto. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por outro lado, acredita-se firmemente que os grandes motivos para uma infidelidade seja o fato de a relação não estar trazendo felicidade para pelo menos um dos dois. Talvez momentaneamente esteja faltando algo e o insatisfeito consegue encontrar essa falta em outra pessoa, muitas vezes até num ex amor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A pergunta que um amigo me fez hoje é interessante e levantaria muita controvérsia. Existe fidelidade? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Será que todo ser humano consegue administrar relações amorosas de forma perfeita, sem se deixar levar pelas possíveis aparições de novos objetos do desejo, sem deixar com que problemas tomem conta do casal, sem parar de pensar no respeito e lealdade para com o "digníssimo"?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Talvez o importante seja não dar abertura a contingências favoráveis. Não fechar-se completamente por conta de uma relação, mas fazer o possível para que ela continue saudável e sem problemas, não deixar aproximações alheias atrapalharem e não dar abertura para que novos objetos do desejo tomem conta dos nossos comportamentos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811816829404226301-5246103650246056363?l=pensamentosmolinergicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/feeds/5246103650246056363/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/2009/01/fidelidade.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811816829404226301/posts/default/5246103650246056363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811816829404226301/posts/default/5246103650246056363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/2009/01/fidelidade.html' title='Fidelidade? • Fidelity?'/><author><name>Ana Molina da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17237194097792270636</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-tb6XJKwJGzo/Tpz0I-_MfrI/AAAAAAAAAVQ/DYkefbUTP8o/s220/nova%2B%25282%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_3HcMPikx7ME/SWpYOoS7YyI/AAAAAAAAAFQ/pLGnEkbCzlI/s72-c/fidelidade.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811816829404226301.post-7596280545924128513</id><published>2008-12-17T05:14:00.000-08:00</published><updated>2012-01-29T16:52:34.429-08:00</updated><title type='text'>Enquanto dormimos • While you sleep</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_3HcMPikx7ME/SUkAYB3ajBI/AAAAAAAAAEw/Xvl6UoI85RM/s1600-h/DREAM.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5280752450886339602" src="http://2.bp.blogspot.com/_3HcMPikx7ME/SUkAYB3ajBI/AAAAAAAAAEw/Xvl6UoI85RM/s320/DREAM.jpg" style="cursor: hand; float: left; height: 275px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 248px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Quem nunca ficou impressionado com as imagens "vistas" em um sonho durante uma noite de sono? Às vezes essas imagens parecem tão reais, que passamos o dia todo pensando nisso e até nos amedrontamos quando sonhamos com acontecimentos nada esperados, como um tipo de previsão ou sonho intuitivo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A verdade é que pouco se sabe sobre os segredos dos sonhos e do próprio sono. Onde será que ele se forma? Quais mecanismos cerebrais estão envolvidos na seleção de imagens oníricas? Por que elas parecem tão reais? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Freud já havia teorizado acerca dos sonhos afirmando serem "restos diurnos", ou mais especificamente, realizações de desejos não realizados na vigília. Até mesmo os sonhos mais assustadores podem carregar consigo conteúdos desejáveis e recalcados. Um grande mistério.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas Freud não estava totalmente equivocado. Hoje se sabe, pelas neurociências, que o sono é fundamental para a reorganização de informações adquiridas durante a vigília. Essas informações são "recebidas" quando estamos acordados e são organizadas e armazenadas quando dormimos, guardando as mais importantes e descartando as de menor importância. Antigamente acreditava-se que ao dormir, o cérebro ficava completamente paralisado. Pelo contrário, ele permanece ativo, até mesmo no sono profundo e no REM, em que ocorrem movimentações oculares rápidas e em que ocorrem os sonhos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Outro fator interessante descoberto é que, durante o sono, áreas específicas cerebrais são estimuladas dependendo do que se está imaginando enquanto dormimos. Quer dizer, mesmo em paralisia muscular, se estamos sonhando com uma corrida, ou com uma briga com alguém, áreas cerebrais motoras estão sendo estimuladas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O sono de ondas lentas se intercala com o sono REM e, em uma noite de oito horas de sono, uma pessoa pode ter o descanso mental de que precisa. O sono é fundamental não somente para o repouso e descanso, mas para a assimilação de aprendizagens, codificação da memória e desenvolvimento cognitivo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O mistério, no entanto, se edifica em torno da pergunta "por que armazenamos algumas informações e outras são descartadas?". &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811816829404226301-7596280545924128513?l=pensamentosmolinergicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/feeds/7596280545924128513/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/2008/12/os-sonhos-e-o-sono.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811816829404226301/posts/default/7596280545924128513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811816829404226301/posts/default/7596280545924128513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/2008/12/os-sonhos-e-o-sono.html' title='Enquanto dormimos • While you sleep'/><author><name>Ana Molina da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17237194097792270636</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-tb6XJKwJGzo/Tpz0I-_MfrI/AAAAAAAAAVQ/DYkefbUTP8o/s220/nova%2B%25282%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_3HcMPikx7ME/SUkAYB3ajBI/AAAAAAAAAEw/Xvl6UoI85RM/s72-c/DREAM.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811816829404226301.post-5926777690732298681</id><published>2008-12-03T08:28:00.000-08:00</published><updated>2012-01-29T18:44:10.305-08:00</updated><title type='text'>Mente? • Mind?</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_3HcMPikx7ME/STa8hUINkaI/AAAAAAAAAEQ/sgIqlswRnfE/s1600-h/mente.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5275611294035972514" src="http://3.bp.blogspot.com/_3HcMPikx7ME/STa8hUINkaI/AAAAAAAAAEQ/sgIqlswRnfE/s400/mente.JPG" style="cursor: hand; float: left; height: 400px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 398px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #cccccc;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;b&gt;O que leva um ser humano a tomar atitudes, a se comportar num meio, a sentir emoções específicas em diversos contextos, a memorizar acontecimentos e esquecer outros, a pensar e imaginar? Onde se dão todos esses processos? Existe uma causa fisiológica para todos esses aspectos? Será que tudo isso é eliciado pelo ambiente? Será que está contido em algum lugar desconhecido? Será que existe uma psique?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #cccccc;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #cccccc;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;b&gt;Essas perguntas são um tanto intrigantes no curso de Psicologia. Normalmente elas despertam novas visões, ao longo do curso, que você nunca imaginaria que teria. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #cccccc;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #cccccc;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #cccccc;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #cccccc;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;b&gt;Para mim está mais que certo que existe alguma instância sensorial, gerenciadora, provedora e organizadora a qual não temos pleno conhecimento ainda. Ela não é composta por matéria física, a qual podemos coletar e examinar. Quando não se sabe exatamente sobre algum fenômeno do qual o humano faz parte, dá-se um nome qualquer a ele, iniciam-se especulações, hipóteses, questionamentos... Até que um dia alguém consegue provar a sua existência ou a sua inexistência. Alguém resolveu chamar essa instância de mente e, desde então, ninguém conseguiu dar uma explicação concreta sobre ela. Alguns teóricos rotulam as pessoas que fazem uso da mente em suas hipóteses como negativamente mentalistas. A pergunta é: se há tantos fenômenos psicológicos que não puderam ser explicados a partir de experimentação, por que negar que possa existir essa instância misteriosa a qual ninguém conseguiu compreender (ainda) ? No início, genes eram apenas objetos de questionamentos, deram esse nome aos fatores que misteriosamente eram passados de geração a geração, contendo informações muito específicas, que fariam toda a diferença em um ser humano completamente formado ou a outras espécies de seres vivos. Até que um dia alguém soube explicá-los, teorizá-los e colocá-los em prática e então os genes passaram a serem vistos como "concretamente reais".&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #cccccc;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #cccccc;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #cccccc;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #cccccc;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;b&gt;Não sigo nenhuma abordagem ou filosofia psicológica ainda, mas o que eu não aguento é ver duas vertentes se matando através de artigos e não darem contra-argumentos, quero dizer, não darem explicações alternativas para os fenômenos que cada uma aborda. Freud abordou muito sobre sonhos, inconsciente, pulsões, complexo de Édipo... Os behavioristas só souberam criticar e tentar encontrar uma causa para todos os comportamentos no ambiente, mas eu não vi nenhuma teoria sobre sonhos, nenhuma explicação sobre patologias misteriosas... Nada! Por outro lado, o Behaviorismo é muito prático quando utilizando um controle de contingências, ao ter como expectativa comportamentos específicos. Ele é muito eficaz em tratamentos com pacientes autistas, por exemplo. Coisa que a psicanálise não daria conta.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #cccccc;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #cccccc;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #cccccc;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #cccccc;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;b&gt;Voltando a falar sobre percepção e cérebro, com tantos experimentos e pesquisas usando processos cerebrais, neurotransmissores, hormônios, desenvolvimento cerebral, há ainda alguma instância psicológica que de alguma forma está responsável por comportamentos que não puderam ser explicados ainda. Então por que descartar a idéia de que nós, seres humanos, podemos sim estar um pouco longe de conseguir respostas para tudo e que sim, podem existir processos psicológicos que não conseguimos compreender ainda e isso não quer dizer que eles não existam.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #cccccc;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #cccccc;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #cccccc;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #cccccc;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;b&gt;O que é pensamento? Onde ele se dá? O que o causa? Essas perguntas são muito úteis, mas infelizmente não é possível se ter a resposta para todas. AINDA.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #cccccc;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #cccccc;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;b&gt;A gente sabe que todo mundo pensa, inclusive os animais pensam, a gente sabe que pensamentos são organizações de "imagens mentais", que só podem existir se já tivemos algum contato visual com essas pequeninas características de cada detalhe do pensamento. Mas onde ele se dá? Se o cérebro participa do pensamento e o ambiente também, por que conseguimos fechar os olhos e formar essa imagem mental? E onde ela se daria? Uma pessoa consegue descrever exatamente o que ela sonhou ou o que ela está pensando, é como se ela estivesse de olhos abertos, olhando para essas imagens. Mas onde elas são formadas? Que lugar é esse que comporta cenas como se fosse uma tela de cinema ou uma fotografia?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #cccccc;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #cccccc;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #cccccc;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #cccccc;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;b&gt;É tão intrigante pensar em todos os processos mentais, cerebrais, comportamentais, cognitivos que fazem parte do cotidiano dos humanos e de muitos outros animais (provavelmente), que quanto mais chegamos a respostas, mais queremos saber e cada vez mais abrimos questionamentos sem fim. Acredito que sempre haverá alguma dúvida ou algum aspecto psicológico que não será explicado por inteiro e então a gente convive com esse ar misterioso... A gente parte para técnicas alternativas, para crenças que se chocam e se criticam. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #cccccc;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #cccccc;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #cccccc;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #cccccc;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #cccccc;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #cccccc;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;b&gt;Acreditem, estudar em busca de respostas para algum dia chegar ao entendimento extremo do ser humano é muito gratificante.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color: #993399;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811816829404226301-5926777690732298681?l=pensamentosmolinergicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/feeds/5926777690732298681/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/2008/12/mente.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811816829404226301/posts/default/5926777690732298681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811816829404226301/posts/default/5926777690732298681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/2008/12/mente.html' title='Mente? • Mind?'/><author><name>Ana Molina da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17237194097792270636</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-tb6XJKwJGzo/Tpz0I-_MfrI/AAAAAAAAAVQ/DYkefbUTP8o/s220/nova%2B%25282%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_3HcMPikx7ME/STa8hUINkaI/AAAAAAAAAEQ/sgIqlswRnfE/s72-c/mente.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811816829404226301.post-6016776459547942971</id><published>2008-11-20T10:35:00.000-08:00</published><updated>2012-01-29T16:49:15.867-08:00</updated><title type='text'>Conhecendo uma nova realidade • A new reality</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_3HcMPikx7ME/SSWuyUGQyWI/AAAAAAAAAEI/cMdj3fhykQ0/s1600-h/galera.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5270811118318700898" src="http://1.bp.blogspot.com/_3HcMPikx7ME/SSWuyUGQyWI/AAAAAAAAAEI/cMdj3fhykQ0/s400/galera.jpg" style="cursor: hand; float: left; height: 300px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;No dia 23 de outubro saímos de Brasília em direção a Itamarajú, Bahia. O objetivo era desenvolver trabalhos de campo paralelos à disciplina Comportamento Animal, ministrada pelo professor Sérgio Leme.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em Itamarajú já tivemos um contato com uma das aldeias dos índios Pataxó e essa vivência foi muito particular. Às vezes é bom sair de casa para ver a vida de outras pessoas, ou para se desligar daquela imagem que se vê na televisão ou nos livros de história. É impressionante a forma como o Cacique da aldeia do parque Monte Pascoal, apesar de analfabeto, consegue falar tão bem português e dialogar sobre tantas coisas! É uma pessoa tão simpática e sábia! Eles nos receberam muito bem e se mostraram super interessados em saber sobre nossos projetos, em falar sobre suas vivências em relação aos animais que abordávamos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foram três aldeias visitadas ao todo e cada uma com sua particularidade, apesar de serem todas Pataxó. Fomos presenteados com algumas danças num dia a noite e tivemos até a oportunidade de participar de algumas delas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nós voltamos de lá com muitos créditos: nós criamos vínculos com novas pessoas, nós nos aventuramos e caminhamos muito, nós pudemos ver outras vidas completamente diferentes bem de perto, nós visitamos lugares lindos, tivemos palestras muito legais no Tamar e no Baleia Jubarte, nós vimos o mar em pleno Outubro, nós rimos muito de várias coisas, nós dançamos forró a noite inteira, nós vimos muitos filmes durante as viagens, nós comemos marmita por dias seguidos, alguns viram até a desova de tartarugas! Nós nos despertamos para a importância da consciência ambiental...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Agora sentimos muita saudade de lá. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811816829404226301-6016776459547942971?l=pensamentosmolinergicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/feeds/6016776459547942971/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/2008/11/viagem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811816829404226301/posts/default/6016776459547942971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811816829404226301/posts/default/6016776459547942971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/2008/11/viagem.html' title='Conhecendo uma nova realidade • A new reality'/><author><name>Ana Molina da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17237194097792270636</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-tb6XJKwJGzo/Tpz0I-_MfrI/AAAAAAAAAVQ/DYkefbUTP8o/s220/nova%2B%25282%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_3HcMPikx7ME/SSWuyUGQyWI/AAAAAAAAAEI/cMdj3fhykQ0/s72-c/galera.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811816829404226301.post-3497854448356404607</id><published>2008-11-15T07:35:00.000-08:00</published><updated>2012-01-29T16:46:38.209-08:00</updated><title type='text'>Adolescência e gravidez • Adolescence and pregnancy</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_3HcMPikx7ME/SR7sVdJJ6TI/AAAAAAAAAEA/8iPdYkIA6QU/s1600-h/gravidez.bmp"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5268908467414493490" src="http://3.bp.blogspot.com/_3HcMPikx7ME/SR7sVdJJ6TI/AAAAAAAAAEA/8iPdYkIA6QU/s400/gravidez.bmp" style="cursor: hand; float: right; height: 300px; margin: 0px 0px 10px 10px; width: 300px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="color: #cccccc; font-family: Trebuchet MS;"&gt;Fizemos uma pesquisa esse semestre envolvendo gravidez na adolescência e ela tem sido uma grande "descoberta" para nós, porque desmascaramos um conceito tão poluído pelo senso comum e pudemos chegar a "quase conclusões" sobre essa fase e sobre esse acontecimento em especial. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: #cccccc; font-family: Trebuchet MS;"&gt;A adolescência tem sido definida como fase de perturbações, revoltas, crises, descobertas... Esses significados ganharam um peso tão grande na nossa sociedade que não se sabe ao certo se a adolescência no Brasil realmente possui todas essas características, ou se a sociedade já impõe ao jovem que a adolescência é necessariamente desse jeito. Não dá para questionar que a fase realmente pode ser recheada de descobertas e, pelo jovem estar cada vez mais engajado no mundo, começar a manifestar suas opiniões diferentes das de casa (ao contrário do que ocorria na infância), começar a discordar de algumas regras e ter um ideal de liberdade. Porém, não podemos tornar a adolescência naturalizada. Por mais que mudanças físicas e psicológicas ocorram em detrimento dos hormônios, por mais que haja uma nova percepção de EU, agora como quase homem ou quase mulher, a adolescência encara várias e várias facetas em muitas partes do mundo e, em algumas delas, essa fase nem sequer representa um rito de passagem, não representa uma preparação para o mundo adulto, como em comunidades em que o menino é criado para se tornar um trabalhador e a menina, para casar cedo e constituir família. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: #cccccc; font-family: Trebuchet MS;"&gt;Com essa pesquisa temos percebido que até mesmo dentro de uma só cidade, existem contextos muito diferentes. Entrevistamos adolescentes de classe popular e média e as diferenças são notáveis. Para algumas garotas de classe popular a gravidez é até mesmo planejada, por mais que ela tenha 15 ou 16 anos. Há garotas que já se casaram, há garotas que moram com o namorado pois não têm família. Nesse contexto, não cabe dizer que a gravidez na adolescência é uma gravidez precoce. Usar esse termo já subestima a faixa etária, é como confirmar que o adolescente é um misto de criança e adulto, que é despreparado para a vida e que a gravidez não é nem um pouco esperada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: #cccccc; font-family: Trebuchet MS;"&gt;Para as garotas de classe média observou-se o grande apoio familiar. Apesar de as reações terem sido negativas, como muita tristeza e decepção, todos os pais acolheram suas filhas e deram apoio durante a gravidez. Nenhuma delas interrompeu completamente as atividades que realizavam e nenhuma delas se arrepende do que aconteceu. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: #cccccc; font-family: Trebuchet MS;"&gt;Talvez um fator que mais tenha me chamado atenção foi o fato de que de todas as meninas entrevistadas, nenhuma delas usou um método contraceptivo. Com exceção de apenas uma, que teve complicações com a pílula, mas não utilizou outro método alternativo. Todas elas tinham conhecimento sobre algum tipo de método, mas não utilizaram e acabaram engravidando. Algumas talvez nem tivessem condições de se planejarem melhor, por condições financeiras. Algumas talvez não pudessem comprar, por depender dos pais e eles não terem ciência de que ela já tinha relações sexuais... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: #cccccc; font-family: Trebuchet MS;"&gt;Outro fator é que todas as meninas de classe média pensaram inicialmente em abortar e 90% delas desistiram depois de terem escutado o coraçãozinho do bebê pela primeira vez. Apenas uma levou a idéia quase até o fim, chegou até a encomendar um remédio. Já as meninas de classe popular, nenhuma delas pensou em aborto. Por mais que tenham ficado chateadas com a notícia (algumas), todas elas encararam a gravidez como um momento feliz e levaram até o fim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: #cccccc; font-family: Trebuchet MS;"&gt;Muitas pesquisas deveriam ser feitas a respeito disso tudo. O que me motivou a escrever, foi o fato de eu ter um grande interesse em trabalhar com adolescentes e em desenvolver programas que incentivem o uso de contraceptivos. Não com uma visão de que gravidez na adolescência é uma gravidez precoce, pois em muitos casos ela é desejada, planejada. Mas a gravidez na adolescência tem sido encarada como um problema de saúde pública e então ela devia ser "combatida" ou devia ser apoiada por programas de planejamento familiar, por ajudas médicas e por uma preparação da própria família da adolescente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: #cccccc; font-family: Trebuchet MS;"&gt;Fica aí a questão. O que para você é adolescência? O que para você significa engravidar num contexto despreparado para isso? O que você acha que deveria ser feito?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: #cccccc; font-family: Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: #cccccc; font-family: Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: #cccccc; font-family: Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: #cccccc; font-family: Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811816829404226301-3497854448356404607?l=pensamentosmolinergicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/feeds/3497854448356404607/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/2008/11/fizemos-uma-pesquisa-esse-semestre.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811816829404226301/posts/default/3497854448356404607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811816829404226301/posts/default/3497854448356404607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/2008/11/fizemos-uma-pesquisa-esse-semestre.html' title='Adolescência e gravidez • Adolescence and pregnancy'/><author><name>Ana Molina da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17237194097792270636</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-tb6XJKwJGzo/Tpz0I-_MfrI/AAAAAAAAAVQ/DYkefbUTP8o/s220/nova%2B%25282%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_3HcMPikx7ME/SR7sVdJJ6TI/AAAAAAAAAEA/8iPdYkIA6QU/s72-c/gravidez.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1811816829404226301.post-8466749328844681354</id><published>2008-11-13T11:39:00.000-08:00</published><updated>2012-01-29T18:44:48.495-08:00</updated><title type='text'>Um início • The beginning</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_3HcMPikx7ME/SRyCqyDB1II/AAAAAAAAAD4/D8dl43rq0Q8/s1600-h/eye.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5268229335617229954" src="http://3.bp.blogspot.com/_3HcMPikx7ME/SRyCqyDB1II/AAAAAAAAAD4/D8dl43rq0Q8/s400/eye.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 325px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt; A percepção que temos de mundo é um assunto tão complexo, que eu poderia passar horas tentanto traçar linhas de raciocínio possíveis e inimagináveis para concluír o que gostaria de dizer.&lt;br /&gt;Mas o que importa, no momento, é que ela se tornou tão presente em meus pensamentos e em minhas visões, que pareço ter me tornado um pouco mais louca depois de ter iniciado o conhecimento sobre ela. Mas ainda assim indicaria um estudo desses para qualquer pessoa desse mundo.&lt;br /&gt;Já parou para pensar em quantos mecanismos físicos e químicos precisam atuar para que você consiga se situar em um local e ter consciência dos eventos momentâneos? Já se perguntou se a forma como você percebe a tela desse computador é realmente a forma como ela é? Já parou no tempo para tentar distinguir entre todos os estímulos auditivos presentes naquele instante?&lt;br /&gt;Talvez o que me deixe mais intrigada é pensar em como podemos estar enganados com o que vemos, sentimos ou ouvimos de tudo o que está ao nosso alcance. Isso dá margem a pensamentos como "será mesmo que a gente pode se fechar no determinismo de que apenas o que é empiricamente provado (redundância?) é o que existe?". Se muitas vezes somos tapeados por nossos sentidos, por que não admitir que podemos não saber muitas respostas e que temos que nos sentir aprendizes frente a uma infinidade de coisas que precisam ainda ser descobertas e que talvez nem sejam , pois o ser humano chegou, finalmente, ao limite de suas percepções?&lt;br /&gt;Partindo desses questionamentos, sinto-me cada vez mais longe de chegar a respostas que me capacitem de ajudar todas e quaisquer pessoas desse universo. O ser humano, de alguma forma, tem uma necessidade de ter que saber teorizar sobre tudo e ter respostas para tudo, caso contrário ele não conseguirá sair do lugar. Mas tendo em vista tantas particularidades perceptivas, desde as mais básicas (se é que eu posso dizer que são básicas) como visão e audição, passando pelas mais complexas como a forma que um paciente com depressão percebe sua vida, eu posso sim me indagar e TE indagar: será que tudo o que achamos estar certo até hoje, é o que realmente é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso tudo só se conclui em uma pergunta: por que se sentir satisfeito ao chegar em uma resposta sobre algo, se ela depende apenas de sua percepção de mundo e se ela, para qualquer outra pessoa, pode adquirir outros N significados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1811816829404226301-8466749328844681354?l=pensamentosmolinergicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/feeds/8466749328844681354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/2008/11/um-incio.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811816829404226301/posts/default/8466749328844681354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1811816829404226301/posts/default/8466749328844681354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosmolinergicos.blogspot.com/2008/11/um-incio.html' title='Um início • The beginning'/><author><name>Ana Molina da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17237194097792270636</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-tb6XJKwJGzo/Tpz0I-_MfrI/AAAAAAAAAVQ/DYkefbUTP8o/s220/nova%2B%25282%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_3HcMPikx7ME/SRyCqyDB1II/AAAAAAAAAD4/D8dl43rq0Q8/s72-c/eye.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
